Sin City: as edições francesas, ilustração do artigo

Para ler Sin City em francês hoje, a reedição da Huginn & Muninn (coleção Signatures USA, desde setembro de 2023, nova tradução de Henri Loevenbruck, em preto e branco) é o caminho mais atual. Os álbuns da Rackham, com as traduções de Lorraine Darrow, continuam sendo a referência para comparação, e o ômnibus de volume único de 2017 é a forma de ler tudo de uma vez. Os álbuns da Vertige Graphic dos anos 1990 são as primeiras edições.

Poucos quadrinhos mudaram de editora francesa tantas vezes quanto Sin City, a ponto de os títulos dos álbuns já não serem os mesmos conforme a casa. Convém saber, antes de tirar a carteira, qual geração de objeto está procurando.

Como sempre neste guia, apenas as informações verificadas (autores, números, datas) são apresentadas como fatos; a análise é nossa, sem reprodução de páginas protegidas ou de diálogos.

Sin City: as edições francesas apresentadas neste artigo

O original americano em resumo

Frank Miller escreve e desenha Sin City em preto e branco para a Dark Horse Comics, de abril de 1991 a abril de 2000. Na antologia Dark Horse Presents sai a primeira história; outras a seguem, reunidas em sete volumes cuja lista completa aparece na correspondência abaixo, de The Hard Goodbye a Hell and Back.

A sequência dos sete volumes não segue a cronologia interna dos acontecimentos, que Frank Miller embaralha deliberadamente; segue a ordem de publicação. Se você procura conselhos de leitura, esse é o tema da nossa ordem de leitura. Para a adaptação para o cinema, nossas comparações do filme de 2005 e de sua sequência separam os dois meios. Aqui ficamos com as edições francesas.

As edições francesas, na ordem de publicação

1994 a 1999: Vertige Graphic

A primeira edição francesa do primeiro volume saiu pela Vertige Graphic em 1994: um álbum em preto e branco que mantém simplesmente o título “Sin City”. Cinco outros álbuns vêm até 1999, entre eles “J'ai tué pour elle” (“Matei por ela”) e “Des filles et des flingues” (“Garotas e pistolas”); a lista completa dos títulos se repete na correspondência abaixo. Para esses primeiros seis álbuns, as fontes divergem sobre a casa, Vertige Graphic ou Rackham, que assina cada tiragem: por isso não decidimos álbum por álbum.

A partir de 2001: Rackham, linha Love & Rockets

A Rackham, editora sediada em Montreuil, publica a série a partir de 2001 em sua linha Love & Rockets, dirigida por Alain David. O sétimo volume, “L'Enfer en retour” (“O inferno de volta”), saiu ali em 9 de setembro de 2001, em 320 páginas de brochura, traduzido por Lorraine Darrow. Os primeiros volumes são reimpressos depois, e a data do terceiro, “Le Grand Carnage” (“A grande carnificina”), varia: as fontes dão 2003 ou 2004.

O que esses álbuns têm em comum é a tradutora, Lorraine Darrow, creditada nos volumes desse período. Seu nome é um dos melhores pontos de referência para distinguir a versão antiga da nova.

2013: uma nova série de álbuns da Rackham

Uma segunda série de álbuns da Rackham começou em setembro de 2013, com o primeiro volume publicado sob o título americano “The Hard Goodbye”. As fontes divergem sobre a encadernação desses volumes de 25 cm: é um ponto a conferir no exemplar oferecido.

2017: o ômnibus da Rackham

Em novembro de 2017, a Rackham reuniu as sete histórias num único volume, com um título que enumera os sete álbuns, e com Lorraine Darrow como tradutora. É a única forma de ler a série inteira sem trocar de volume, ao custo de um objeto muito grosso. Para quem quiser comparar essa versão com as reedições mais recentes, ela conserva a tradução antiga.

Desde 2023: Huginn & Muninn, Signatures USA

Após o fim do contrato entre a Rackham e Frank Miller, a Huginn & Muninn assumiu os direitos franceses e publica desde 22 de setembro de 2023 uma reedição em sua linha Signatures USA. Ela se apoia numa nova tradução de Henri Loevenbruck, com capas novas, e existe em duas formas: uma edição padrão em brochura de formato compacto e uma edição de colecionador em capa dura. O preto e branco das páginas é mantido.

Com a nova tradução, os títulos mudam. O primeiro volume se chama “Sombres adieux” (“Sombrias despedidas”), o segundo “Une femme à se damner” (“Uma mulher por quem se condenar”), o terceiro “Le grand bain de sang” (“O grande banho de sangue”). Para o restante da linha, confira o título exato na capa: ele não foi copiado da série antiga.

Correspondência entre a história americana e os títulos franceses

História americanaTítulo Vertige Graphic, depois Rackham
The Hard GoodbyeSin City (volume 1)
A Dame to Kill ForJ'ai tué pour elle (volume 2)
The Big Fat KillLe Grand Carnage (volume 3)
That Yellow BastardCet enfant de salaud (volume 4)
Family ValuesValeurs familiales (volume 5)
Booze, Broads & BulletsDes filles et des flingues (volume 6)
Hell and BackL'Enfer en retour (volume 7)
História americanaTítulo Huginn & Muninn (2023)
The Hard GoodbyeSombres adieux (volume 1)
A Dame to Kill ForUne femme à se damner (volume 2)
The Big Fat KillLe grand bain de sang (volume 3)

Essas grades associam as histórias americanas a seus títulos franceses. Não aparece nelas nenhuma divisão em fascículos: as histórias circularam como minisséries, e só importa o título do volume reunido na hora da compra.

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Sin City: as seções deste artigo, por ordem de leitura

Qual edição escolher de acordo com o seu perfil

Você está descobrindo a série

Comece pela reedição da Huginn & Muninn: ela é pensada para um leitor que nunca abriu Sin City, com nova tradução e capas atuais. Leia os três primeiros volumes disponíveis para ter uma ideia da série antes de continuar. Se o formato importa, a edição padrão em brochura é a mais leve, a de colecionador a mais caprichada.

Você quer a tradução histórica

Os álbuns da Rackham da linha Love & Rockets e o ômnibus de 2017 conservam o texto de Lorraine Darrow. Essa escolha é coerente para quem leu a série nos anos 2000 e quer reencontrar a formulação original, ou para comparar dois estados do texto.

Você quer colecionar as primeiras edições francesas

Os álbuns da Vertige Graphic, a partir de novembro de 1994, são os primeiros objetos da série na França. Nesse caso, confira a nota da editora na contracapa, o estado do papel e os avisos do editor: como a casa, Vertige Graphic ou Rackham, nem sempre se percebe pelo título, uma descrição detalhada do vendedor vale mais do que o título de um anúncio.

Você gosta de grandes formatos

A edição de colecionador em capa dura da Huginn & Muninn atende a esse perfil. Veja as dimensões anunciadas antes de planejar o espaço na estante.

Armadilhas e pontos de atenção

A primeira armadilha é o título. O primeiro álbum leva o título da série, o que torna os anúncios ambíguos: “Sin City volume 1” pode designar o álbum da Vertige Graphic, o álbum da Rackham ou o volume da Huginn & Muninn “Sombres adieux”. Só a capa, o editor e o ano tiram a dúvida.

A segunda diz respeito às traduções. A tradução antiga é creditada a Lorraine Darrow, a nova a Henri Loevenbruck. As duas versões francesas coexistem e os títulos dos álbuns não se sobrepõem: leia um trecho de cada uma antes de escolher, sobretudo se você valoriza a gíria da versão antiga.

A terceira é a numeração. Os volumes seguem a ordem de publicação americana em todas as editoras, mas um lote formado por volumes de duas casas pode conter a mesma história duas vezes, sob dois títulos diferentes. Confira a história, não apenas o número.

A quarta diz respeito às datas, que divergem: o terceiro volume da Rackham está datado de 2003 ou 2004, e a encadernação da série de 2013 não é descrita do mesmo modo em todos os lugares. Uma discrepância de datas não muda o objeto, mas deveria levá-lo a conferir o exemplar, e não só a descrição.

Por fim, não confunda as edições francesas com as coletâneas americanas da Dark Horse, publicadas em inglês. Para a outra grande obra de Frank Miller em francês, veja nosso guia das edições de The Dark Knight Returns.

Uma última precaução específica desta série: Sin City é uma história em preto e branco, cujo efeito inteiro repousa no contraste da tinta. Na compra de usados, observe, portanto, a qualidade de impressão dos pretos chapados nas fotos do anúncio, como o papel aguenta nos cantos e a eventual presença de manchas de umidade, que aparecem mais rápido em páginas quase totalmente pretas ou brancas do que em um álbum colorido.

Para montar uma série de sete volumes, faça uma grade de duas colunas, uma para a história americana original, outra para a edição francesa que você possui. Você identificará de imediato um duplicado oculto, por exemplo um “Sin City volume 1” da Rackham comprado além de um “Sombres adieux”. Nossa ordem de leitura ajuda a decidir em que ordem preencher as lacunas que faltam.

O que essas edições valem como coleção

Não damos cifras, porque os preços dessas edições variam conforme a disponibilidade. O método permanece estável. Para um álbum recente, ainda disponível na editora, compare o preço de usado com o preço de capa do novo; para uma edição que não está mais no catálogo, como os álbuns antigos ou o ômnibus de 2017, nenhum preço de novo serve de referência e é preciso comparar várias vendas concluídas.

Para um lote de vários álbuns, verifique primeiro a coerência: mesma edição, mesmo estado, volumes consecutivos. Um lote desigual, com duas editoras misturadas, vende-se pior do que uma série homogênea. O estado se julga pela lombada, pelos cantos e pela capa; para aprender a avaliá-lo, consulte nosso guia sobre a avaliação de quadrinhos na França, e para o contexto editorial, a visão geral das editoras de quadrinhos na França.

Por fim, o atrativo de uma edição está também no seu papel: a primeira edição francesa interessa ao historiador dos quadrinhos na França, o ômnibus atrai quem quer ter tudo numa só estante, e a reedição atual se dirige ao leitor. Decida o papel que você espera da obra antes de comparar preços.

Um último ponto de referência do lado americano: a primeira história, The Hard Goodbye, foi primeiro publicada em capítulos pela Dark Horse, na antologia Dark Horse Presents, a partir de 1991, antes de ser reunida em álbum. É essa história que as edições francesas colocam no primeiro volume, sob títulos que variam de uma editora para outra.

Sin City: as perguntas frequentes respondidas neste artigo

Perguntas frequentes

A Huginn & Muninn, em sua linha Signatures USA, desde 22 de setembro de 2023. A série recebeu lá uma nova tradução de Henri Loevenbruck, em preto e branco, numa edição padrão em brochura e numa edição de colecionador em capa dura. A Rackham foi a editora anterior.

Sim. O primeiro volume da Huginn & Muninn se chama “Sombres adieux”, enquanto a série antiga tinha simplesmente o título Sin City. O segundo passa a ser “Une femme à se damner” em vez de “J'ai tué pour elle”, e o terceiro “Le grand bain de sang” em vez de “Le Grand Carnage”.

Sim: a Rackham publicou em novembro de 2017 um volume único reunindo as sete histórias, com a tradução de Lorraine Darrow. Ele mantém a tradução antiga, o que o distingue dos volumes mais recentes. Antes de comprá-lo, meça o espaço disponível: um volume que reúne sete álbuns é pesado e incômodo de manusear.

Pode, para leitura, desde que confira as histórias: a tradução e os títulos mudam de uma casa para a outra, e a mesma história pode aparecer duas vezes com nomes diferentes. Para uma coleção homogênea, é melhor ficar com uma única edição.

O primeiro volume saiu pela Vertige Graphic em 1994, em preto e branco, com o título simples de Sin City. Os álbuns seguintes se espalham até 1999, mas as fontes divergem sobre a casa, Vertige Graphic ou Rackham, que assina cada tiragem.

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