V for Vendetta em francês: as edições francesas, ilustração do artigo

Para ler V for Vendetta em francês, a edição de bolso Nomad da Urban Comics (2023) é a mais simples, e o álbum de capa dura da Urban de 2012 é o melhor compromisso de formato. Os leitores que querem um texto francês diferente devem procurar a edição da Panini de 2009, a única com uma nova tradução. Os colecionadores da primeira edição francesa devem mirar nos seis álbuns da Zenda de 1989, e depois no omnibus da Delcourt de 1999.

Poucos quadrinhos em língua inglesa foram publicados na França em tantas formas: seis álbuns com títulos que começam por V, um ômnibus na coleção Contrebande, uma edição em grande formato, uma coletânea de capa dura e um livro de bolso. Cada uma segue uma divisão e uma tradução diferentes, e a escolha certa depende de você querer ler, colecionar ou expor.

Como sempre neste guia, apenas informações verificadas (criadores, edições, datas) são apresentadas como fato; a análise é nossa, sem reprodução de páginas ou diálogos protegidos.

V for Vendetta em francês: as edições francesas apresentadas neste artigo

A edição original em resumo

Alan Moore escreveu, David Lloyd desenhou. A história apareceu primeiro em preto e branco na revista britânica Warrior, publicada pela Quality Communications: da edição 1, datada de março de 1982, até a edição 26, datada de fevereiro de 1985. Os episódios anunciados para as edições 27 e 28 nunca foram publicados na revista, que então encerrou as atividades.

A DC Comics retomou depois a história em cores, em dez edições, de setembro de 1988 a maio de 1989. Os episódios de Warrior foram reimpressos ali, e o material inédito começou com a edição 7, de janeiro de 1989, que contém os dois episódios que tinham ficado na gaveta. Steve Whitaker e Siobhan Dodds cuidaram das cores da série da DC.

Tenha esse caminho em mente, porque ele explica por que as edições francesas não se alinham: o material existe em três estados, revista, dez edições avulsas e coletâneas. Os detalhes das peças americanas a procurar estão no nosso guia de colecionismo. Aqui ficamos do lado dos álbuns em língua francesa.

As edições francesas, em ordem de publicação

1989: seis álbuns da Zenda

A primeira edição francesa é a da Zenda, a partir de 1989. São seis volumes cujos títulos começam todos com a letra V: "Visages", "Vérités", "La Valse du vice", "Valérie", "Voyages" e "Victoria". As fichas das bibliotecas creditam Jacques Collin como tradutor dos volumes "Visages" e "Vérités".

Fica em aberto a data do último volume. Uma enciclopédia online a situa em 1990, enquanto as fichas das bibliotecas datam os seis volumes de 1989. Não resolvemos isso. Também não detalhamos quais edições americanas cada volume contém, por falta de uma fonte confiável; basta que a Zenda divida em seis um material de dez edições para descartar qualquer correspondência um a um.

1999: o omnibus da Delcourt

A Delcourt publicou em janeiro de 1999 um ômnibus em um único volume de capa dura, em sua coleção Contrebande. A tradução é de Jacques Collin, como nos álbuns da Zenda. O número de páginas varia um pouco de uma ficha para outra, 271 ou 272, e não o retemos.

Pela primeira vez, o leitor francês recebe a história inteira sob uma única capa.

2009: o grande formato da Panini e sua nova tradução

A Panini Comics lançou em setembro de 2009 uma linha de grande formato chamada Vertigo Deluxe, e V pour Vendetta (V for Vendetta) foi o seu primeiro título. A editora o apresenta como uma edição completa. A tradução é nova: é de Alex Nikolavitch, e é a única desta lista que não reutiliza o texto de Jacques Collin.

Não retemos o número de páginas: um comunicado de imprensa indica 288, um banco de dados de livros indica 272. Para um leitor atento ao texto, esta é a edição à parte, aquela que permite comparar duas traduções da mesma história.

2012: o álbum de capa dura da Urban Comics

A Urban Comics publicou em maio de 2012 um ômnibus de capa dura na coleção Vertigo Essentiels, em formato de cerca de 29 por 19 centímetros. A tradução volta à de Jacques Collin. Também aqui as fichas divergem sobre o número de páginas, 334 ou 352, e não escolhemos.

É a edição que se deve preferir para um livro duradouro: de capa dura, de tamanho razoável, com o texto francês mais antigo, sem a quebra de tradução de 2009.

2023: a edição de bolso Nomad da Urban Comics

Em 20 de janeiro de 2023, a Urban Comics lançou uma versão de bolso, brochura, de 352 páginas, em sua coleção Nomad. As fichas atribuem a tradução a Jacques Collin, as cores a Siobhan Dodds e Steve Whitaker, e mencionam desenhos adicionais de Tony Weare em alguns capítulos.

A menção a Tony Weare importa: lembra que nem todo capítulo é de David Lloyd. É a edição mais leve, a mais cômoda de carregar, e a que você deixa numa bolsa.

Uma edição limitada da Urban

Existe também uma edição limitada e numerada na Urban Comics, sob o selo Urban Limited. Encontramos apenas uma ficha de livraria sobre ela, insuficiente para dar a data ou o conteúdo exato. Se ela lhe interessa, confirme com a editora antes de comprar.

Correspondência EUA/França

Como a divisão americana em três estados (revista, dez edições avulsas, coletâneas) não se sobrepõe a nenhuma edição francesa, a tabela abaixo indica apenas o que está verificado: a editora, a forma e o conteúdo anunciado.

Edição francesaAnoFormaTraduçãoConteúdo
Zenda1989Seis volumes com títulos em VJacques Collin (volumes "Visages" e "Vérités")Divisão por edição americana não documentada
Delcourt, Contrebande1999Ômnibus de capa duraJacques CollinHistória completa
Panini, Vertigo Deluxe2009Grande formato, ômnibusAlex NikolavitchHistória completa
Urban, Vertigo Essentiels2012Ômnibus de capa duraJacques CollinHistória completa
Urban, Nomad2023Bolso, brochuraJacques CollinHistória completa, desenhos adicionais de Tony Weare

O número de páginas não aparece nesta tabela, de propósito: as fichas consultadas divergem demais para servir como critério de identificação.

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V for Vendetta em francês: as seções deste artigo, por ordem de leitura

Qual edição escolher de acordo com o seu perfil

Você quer apenas ler

Para uma leitura descontraída, a edição de bolso Nomad de 2023 vai a qualquer lugar. Se prefere um livro que fique bem na estante, o álbum de capa dura de 2012 combina mais. Nos dois casos você lê o texto de Jacques Collin, o que lhe dá um ponto de comparação com os exemplares mais antigos.

Você quer ler outra tradução

A edição da Panini de 2009 é a única cujo texto francês difere. Se você já conhece uma versão de Collin, ela mostrará o que um novo tradutor muda na mesma história. É também a mais volumosa das cinco.

Você coleciona a primeira edição francesa

Você precisa dos seis álbuns da Zenda, um por um. Conte os títulos: um exemplar de "La Valse du vice" não substitui "Valérie". Confira se a série está completa antes de comprar como lote, porque os álbuns se espalham com facilidade. Um lote incompleto tem o valor de peças soltas, não de uma série.

Você gosta de grandes formatos

Escolha entre a da Panini de 2009 e a da Urban de 2012. A primeira é um grande formato de uma linha de luxo, e a segunda um álbum de capa dura de 29 por 19 centímetros. Compare fotos das lombadas e das bordas: nesses volumes grossos é ali que o desgaste aparece.

Armadilhas e pontos de atenção

Duas traduções em circulação

Três edições reutilizam o texto de Jacques Collin, uma oferece o de Alex Nikolavitch. Uma citação encontrada num livro não é, portanto, necessariamente válida em outro. Em trabalhos de pesquisa, anote sempre a editora e o ano. Nosso guia sobre a tradução dos nomes dos personagens nas edições francesas mostra outros casos em que o mesmo nome muda de uma edição para outra.

Seis volumes, dez edições avulsas

Os álbuns da Zenda não seguem a divisão americana em dez edições. Se você quer fazer corresponder um volume à série da DC, não faça isso só pelo título: não temos fonte que estabeleça a correspondência. Um vendedor que a afirme sem referência assume um risco que você não precisa compartilhar.

Datas que divergem

O último volume da Zenda aparece como 1989 para alguns e 1990 para outros. Até a data do omnibus da Delcourt depende da ficha lida: 1999 para o lançamento, outro ano para a coleção. Ao catalogar, anote o ano impresso no seu exemplar.

Uma história de várias mãos

O desenhista principal é David Lloyd, mas alguns capítulos têm desenhos adicionais de Tony Weare. Um exemplar que omita esse crédito não é falso por isso: os créditos variam de editora para editora. Não descarte um livro só por esse motivo.

O filme não é a fonte

Nenhuma dessas edições reutiliza o roteiro do filme: é a história de Moore e Lloyd, e nada mais. Para medir a distância entre o longa-metragem e o livro, leia nossa comparação entre o filme e os quadrinhos.

O que essas edições valem como objetos de colecionador

Esse mercado se lê por meio de relações, não de cifras. A primeira relação opõe a série da Zenda aos volumes avulsos: completar seis álbuns fora de catálogo custa mais do que aparenta, porque o último que falta define o preço do conjunto. A segunda opõe as edições que ainda estão no catálogo da Urban Comics às que já não estão: enquanto uma editora reimprime, o preço do usado fica limitado.

A terceira relação diz respeito ao estado. Num volume de capa dura em grande formato, os cantos e a cabeça da lombada se desgastam primeiro; num livro de bolso, é a borda. Um exemplar limpo da edição da Panini não vale, em princípio, mais do que um exemplar limpo da Urban: a raridade faz a diferença, não a idade do papel.

Para estimar sem errar, reúna várias vendas concluídas da sua edição exata, descarte lotes e fique com o valor central. Nossa explicação de como estimar um quadrinho de edição francesa repete esses passos. Mantenha separadas as avaliações das edições da Warrior e da DC: são objetos em língua inglesa, com um mercado mundial que nada tem a ver com o dos álbuns franceses.

V for Vendetta em francês: as perguntas frequentes respondidas neste artigo

Perguntas frequentes

É a da Zenda, a partir de 1989, em seis volumes com títulos que começam com V: Visages, Vérités, La Valse du vice, Valérie, Voyages e Victoria. Jacques Collin é indicado como tradutor de pelo menos dois deles. A data do último volume varia, 1989 ou 1990, conforme as fontes consultadas.

A da Panini de 2009, publicada na linha de grande formato Vertigo Deluxe, é a única que oferece uma nova tradução, de Alex Nikolavitch. As edições da Delcourt (1999), da Urban (2012) e da Urban Nomad (2023) reutilizam a tradução de Jacques Collin, usada desde os álbuns da Zenda.

Apresenta-se como um ômnibus em um único volume de capa dura, lançado em janeiro de 1999 na coleção Contrebande, traduzido por Jacques Collin. É a primeira edição francesa a reunir a história sob uma só capa. O número exato de páginas varia conforme a ficha, 271 ou 272, e não o garantimos.

Não, não um a um: a Zenda oferece seis volumes, e a série americana tem dez. Não encontramos fonte que indique quais episódios estão em cada volume, e não inventamos. Para marcar a sua coleção, siga os títulos franceses e não os números das edições americanas.

O Nomad de janeiro de 2023 traz a tradução de Jacques Collin em 352 páginas de brochura, com cores de Siobhan Dodds e Steve Whitaker. O álbum de capa dura de 2012 oferece formato maior e mais durabilidade. A edição de bolso basta para ler; o álbum serve para uma biblioteca.

Você tem uma edição francesa de V for Vendetta, desde um álbum da Zenda até o livro de bolso mais recente? Avalie-a com base em vendas da sua edição.

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