O quadrinho da Harley Quinn mais procurado é The Batman Adventures #12 (setembro de 1993), sua primeira aparição impressa: um exemplar CGC 9,8 (edição direct market) foi negociado recentemente em torno de US$ 3.250, enquanto a variante newsstand ultrapassa US$ 5.000 no mesmo grade. Harley Quinn é uma personagem totalmente moderna — nasceu em 1992 — sem nenhuma edição-chave na Idade de Prata ou de Bronze.
Harley Quinn nasceu para a animação, não para as páginas de quadrinhos. Paul Dini e Bruce Timm a criaram para Batman: A Série Animada, onde ela aparece pela primeira vez no episódio "Joker's Favor", em 11 de setembro de 1992, dublada por Arleen Sorkin. Só um ano depois, em setembro de 1993, a personagem faz sua estreia no papel com The Batman Adventures #12 — o primeiro quadrinho impresso a apresentá-la. A aceitação do público é imediata e duradoura: Harley Quinn se tornaria um dos personagens mais vendidos da DC em merchandising, quadrinhos solo e adaptações para o cinema.
Este guia se limita ao verificável. Nosso estimador do eBay não cobre as séries batman-adventures, harley-quinn nem suicide-squad — esses títulos não constam na lista permitida da ferramenta e retornam "Parâmetros inválidos". Portanto, nenhuma mediana do eBay dessa ferramenta é citada aqui. Os valores mencionados vêm exclusivamente de fontes públicas documentadas: sellmycomicbooks.com, GoCollect, Bleeding Cool, PriceCharting e a imprensa especializada. Onde nenhum recorde está estabelecido, mantemos uma abordagem qualitativa.
Ranking das edições-chave da Harley Quinn (dados de mercado documentados)
Todos os números listados abaixo são da era Moderna (a partir de 1992). Não existe nenhuma edição-chave da Harley Quinn anterior a essa data — quem afirmar o contrário está oferecendo uma falsificação ou confundindo personagens.
| Número | Importância | Valor documentado (CGC 9,8) |
|---|---|---|
| The Batman Adventures #12 (set. 1993) | 1ª aparição em quadrinhos | ~US$ 3.250 (edição direct market) · ~US$ 5.280 (newsstand) |
| The Batman Adventures: Mad Love (fev. 1994) | Origem de Harleen Quinzel, Eisner Award | ~US$ 3.700 |
| Batman: Harley Quinn #1 (out. 1999) | 1ª aparição na continuidade principal da DC | Qualitativamente forte — recorde não documentado publicamente |
| Harley Quinn #1 (dez. 2000) | 1ª série solo contínua | Acessível em grade alto — recorde não documentado publicamente |
| Suicide Squad #1 (set. 2011, New 52) | Novo visual "Damaged", relançamento da personagem | Mercado ativo — recorde não documentado publicamente |
| Harley Quinn #1 (nov. 2013, Conner/Palmiotti) | Início do run mais vendido da série | Entrada acessível — recorde não documentado publicamente |
The Batman Adventures #12 (1993): a edição-chave absoluta
Publicado em setembro de 1993 pela DC Comics, The Batman Adventures #12 é o número mais importante para qualquer colecionador de Harley Quinn. Roteirizado por Kelley Puckett com arte de Mike Parobeck e Rick Burchett, este número apresenta Harley pela primeira vez em um quadrinho impresso — em um universo paralelo à continuidade principal da DC, reflexo fiel de Batman: A Série Animada. Vale notar: Paul Dini e Bruce Timm, criadores da personagem na animação, não assinam este número; sua contribuição para o suporte impresso viria já no ano seguinte, com Mad Love.
Dados de mercado recentes (sellmycomicbooks.com, 2024) documentam um CGC 9,8 na edição direct market em torno de US$ 3.250 e a variante newsstand — mais rara em grade alto — em torno de US$ 5.280. Em CGC 9,6, as vendas documentadas ficam entre US$ 1.300 e US$ 1.430. A Overstreet classifica este número em seu Top 20 dos quadrinhos da era Moderna. Cerca de 9.000 exemplares estão certificados pela CGC, o que o torna relativamente acessível em grade baixo, mantendo ao mesmo tempo a pressão sobre os exemplares de grade alto.
The Batman Adventures: Mad Love (1994): a origem assinada por Dini & Timm
Publicado em fevereiro de 1994 em formato prestige pela DC Comics, The Batman Adventures: Mad Love é a obra que Paul Dini e Bruce Timm escreveram e desenharam diretamente para o meio dos quadrinhos. Esse one-shot conta a história de Harleen Quinzel, psiquiatra do Asilo Arkham que se apaixona pelo Coringa e se torna Harley Quinn — uma origem que seria retomada no episódio animado homônimo de The New Batman Adventures e que influenciaria todas as versões posteriores da personagem, incluindo os filmes. Mad Love venceu o Eisner Award e o Harvey Award de melhor edição única em 1994, uma dupla distinção rara.
A cotação é sólida: as vendas recentes documentadas mostram um CGC 9,8 em torno de US$ 3.700, contra menos de US$ 100 há dez anos para o mesmo grade. Até um CGC 6,0 hoje ultrapassa os US$ 500. É um dos quadrinhos dos anos 1990 cuja valorização é a mais bem documentada no mercado secundário.
Batman: Harley Quinn #1 (1999) e Harley Quinn #1 (2000)
Em outubro de 1999, a DC Comics publica Batman: Harley Quinn #1, um one-shot escrito por Paul Dini e com capa pintada por Alex Ross. Esse número marca a entrada oficial de Harley Quinn na continuidade principal do universo DC — sua primeira aparição "canônica" fora do universo animado. Qualitativamente, é um número forte, procurado pela combinação Dini/Ross, mas nenhum recorde público está documentado para os grades superiores.
Em dezembro de 2000, Karl Kesel e o desenhista Terry Dodson lançam Harley Quinn #1, primeiro número da toda primeira série solo contínua dedicada à personagem. Esse lançamento consagra Harley Quinn como personagem capaz de carregar sua própria série, uma decisão editorial significativa para a época. O número continua acessível em grade alto, sem recorde público identificável nas fontes consultadas.
Suicide Squad #1 (2011) e Harley Quinn #1 (2013): o renascimento New 52
No âmbito do relançamento New 52 de setembro de 2011, a DC publica Suicide Squad #1, roteirizado por Adam Glass e desenhado por Federico Dallocchio. Harley Quinn adota ali um novo visual radicalmente diferente — o traje vermelho e preto com estampa "Damaged" — e seu vínculo romântico com o Coringa é redefinido em um tom mais sombrio. Esse número coincide com a preparação do filme Esquadrão Suicida (2016, com Margot Robbie no papel de Harley), que arrecadou US$ 749 milhões na bilheteria mundial e impulsionou a demanda dos colecionadores por todas as edições-chave da personagem.
Em novembro de 2013, Amanda Conner e Jimmy Palmiotti assumem a série solo com Harley Quinn #1 (vol. 2). Seu run, longo e popular, representa a versão da personagem que milhões de leitores conheceram nos anos 2010. A série animada Harley Quinn (DC Universe, estreia em 29 de novembro de 2019, com Kaley Cuoco na voz principal) prolongou esse impulso. Esses números de 2011 e 2013 continuam acessíveis para quem está começando, com cotações de grade alto na CGC que refletem seu status de edições-chave modernas procuradas, sem alcançar os patamares de Batman Adventures #12 ou Mad Love.
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