A edição-chave absoluta de Doctor Strange é Strange Tales #110 (julho de 1963), primeira aparição do Feiticeiro Supremo criado por Stan Lee e Steve Ditko: um exemplar CGC 9,6 foi arrematado por US$ 66.000 na Heritage Auctions em 2014. Para as edições modernas — Doctor Strange: Sorcerer Supreme #1 (1988) e Doctor Strange #1 (2015, Jason Aaron e Chris Bachalo) —, os valores permanecem acessíveis, sem recorde de leilão documentado comparável.

Doctor Strange nasceu na Era de Prata: sua primeira aparição data de julho de 1963, bem antes da Era de Bronze. Criado por Stan Lee e Steve Ditko nas páginas de Strange Tales — uma revista compartilhada que também trazia a Tocha Humana e Nick Fury —, Stephen Strange só ganhou sua própria revista em 1968, com Doctor Strange #169, que dava continuidade à numeração de Strange Tales. Após uma interrupção, o personagem foi relançado na Era de Bronze em Marvel Premiere #3 (1972) e depois em sua segunda série solo a partir de 1974. A adaptação do MCU com Benedict Cumberbatch confirmou o interesse dos colecionadores: Doctor Strange (2016) arrecadou US$ 677,8 milhões nas bilheterias mundiais, e Doctor Strange in the Multiverse of Madness (2022), US$ 955,8 milhões.

Importante: nosso estimador do eBay não cobre as séries Strange Tales, Doctor Strange nem Marvel Premiere. Todos os valores citados neste guia vêm exclusivamente de fontes especializadas documentadas (Heritage Auctions, sellmycomicbooks.com, GoCollect, Overstreet, LiveAuctioneers). Nenhum número foi inventado; onde não há recorde documentado, o guia permanece qualitativo.

Tabela das edições-chave de Doctor Strange (dados reais, junho de 2026)

As séries Strange Tales, Doctor Strange e Marvel Premiere estão fora do escopo do nosso estimador do eBay. Todos os valores abaixo vêm de fontes especializadas da web; a coluna "recorde documentado" cita apenas arremates publicamente verificáveis.

EdiçãoImportânciaEraRecorde documentado
Strange Tales #110 (jul. 1963)1ª aparição de Doctor Strange, do Ancião e de WongEra de PrataUS$ 66.000 (CGC 9,6, Heritage 2014)
Strange Tales #115 (dez. 1963)Origem de Doctor StrangeEra de PrataQualitativo (CGC 1,8: ~US$ 450 em jan. 2025)
Strange Tales #126 (nov. 1964)1ª aparição de Dormammu e CléaEra de PrataCGC 8,0: ~US$ 995 (anúncios ativos no eBay)
Doctor Strange #169 (jun. 1968)Primeira série solo; dá continuidade à numeração de Strange TalesEra de PrataGuia Overstreet NM−: US$ 1.400
Marvel Premiere #3 (jul. 1972)Relançamento na Era de Bronze — Stan Lee / Barry Windsor-SmithEra de BronzeNão documentado publicamente
Doctor Strange: Sorcerer Supreme #1 (1988)Lançamento da terceira série solo (Peter B. Gillis / Richard Case)ModernoValores modestos, nenhum recorde relevante documentado
Doctor Strange #1 (out. 2015)Run de Jason Aaron / Chris Bachalo; 1ª aparição de Zelma StantonModernoCGC 9,8 acima de US$ 100; nenhum recorde relevante documentado

Fontes: Heritage Auctions, sellmycomicbooks.com, GoCollect, LiveAuctioneers, Overstreet Price Guide, anúncios ativos do eBay.

Strange Tales #110 (1963): a primeira aparição da Era de Prata

Publicado em julho de 1963, Strange Tales #110 traz a primeira aparição de Doctor Strange — além das do Ancião, de Nightmare e de Wong. A criação é de Stan Lee (roteiro) e Steve Ditko (desenho); a capa é de Jack Kirby e Dick Ayers, mas é Ditko quem assina as páginas internas de Doctor Strange. É um comic da Era de Prata: Doctor Strange nasceu em 1963, e as edições-chave Silver Age deste personagem são bem reais.

O mercado de notas altas é eloquente: um CGC 9,6 foi arrematado por US$ 66.000 na Heritage Auctions em 2014, e US$ 60.000 em 2016 pelo mesmo grau. Um CGC 9,4 atingiu US$ 55.200 em 2020, e um CGC 9,2, US$ 42.500 em 2023. Na faixa intermediária, um CGC 8,5 é negociado em torno de US$ 19.000, e um CGC 5,0, em torno de US$ 7.700. Para exemplares mais acessíveis, um CGC 2,0 é negociado ao redor de US$ 800 desde o pico do MCU em 2016 — bem longe dos US$ 100 da era pré-filme. Segundo a sellmycomicbooks.com, os exemplares de nota alta em CGC 9,6 são "notoriamente difíceis de encontrar". Esta edição sofreu uma correção após o pico da pandemia, mas continua sendo a edição-chave de Doctor Strange mais procurada do mercado.

Strange Tales #115 e #126: a origem e o primeiro Dormammu

Strange Tales #115 (dezembro de 1963) conta a origem completa de Doctor Strange: o acidente de carro que destrói as mãos do cirurgião, o encontro com o Ancião, a transformação em Feiticeiro Supremo. É a referência narrativa que alimentará todas as histórias posteriores do personagem, incluindo a adaptação do MCU de 2016. Em estado baixo (CGC 1,8), um exemplar foi arrematado por US$ 450 em janeiro de 2025 (LiveAuctioneers); as cotações de nota alta não têm recorde publicamente documentado até o momento.

Strange Tales #126 (novembro de 1964) apresenta dois personagens fundamentais da mitologia do Feiticeiro: Dormammu, o grande inimigo cósmico, e Cléa, que se tornará a companheira de Strange. Em CGC 8,0, anúncios ativos no eBay giram em torno de US$ 995. Esta edição, menos célebre que a #110, mas indispensável para qualquer coleção voltada a Doctor Strange, continua acessível em estado médio.

Doctor Strange #169 (1968) e Marvel Premiere #3 (1972): os relançamentos que importam

Quando a Marvel pôde lançar mais títulos em 1968, Strange Tales chegou ao fim com o #168, e Doctor Strange herdou sua própria revista mensal a partir do #169 (junho de 1968), dando continuidade à numeração de Strange Tales — uma prática comum na época. A série durou apenas quinze edições (#169-183, 1968-1969), mas este #169 continua sendo uma edição-chave do final da Era de Prata: o guia Overstreet avalia um NM− (9,2) em US$ 1.400.

Quatro anos depois, em julho de 1972, Marvel Premiere #3 relançou o personagem na Era de Bronze com roteiro de Stan Lee e desenhos de Barry Windsor-Smith. A partir do #9, Steve Englehart e Frank Brunner assumiram a série para um dos runs mais celebrados do personagem. Os valores de Marvel Premiere #3 não têm recorde de leilão publicamente documentado: permanecem qualitativos.

Doctor Strange: Sorcerer Supreme #1 (1988) e Doctor Strange #1 (2015): as séries modernas

Doctor Strange: Sorcerer Supreme #1 (novembro de 1988) inaugura a terceira série solo do personagem, escrita por Peter B. Gillis e desenhada por Richard Case. A série teve 90 edições até 1996. É uma edição de valor modesto em leilão: nenhum recorde relevante documentado existe até hoje, e os exemplares não gradados permanecem muito acessíveis. Seu valor é sobretudo simbólico — o lançamento de uma série que acompanhará o Feiticeiro Supremo por quase uma década.

Mais recentemente, Doctor Strange #1 de outubro de 2015 — assinado por Jason Aaron (roteiro) e Chris Bachalo (desenho) — relança o personagem com um tom decididamente moderno. Esta edição traz a primeira aparição de Zelma Stanton e do Imperator. Impresso em alta tiragem e lançado poucos meses antes do filme do MCU de 2016, não atinge status de raridade: em CGC 9,8, os exemplares são negociados acima de US$ 100, mas nenhum recorde de leilão relevante está documentado publicamente. Seu valor está sobretudo na qualidade do run, amplamente reunido em TPBs e omnibus.

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