O quadrinho do Doctor Strange mais procurado é Strange Tales #110 (julho de 1963), primeira aparição do Feiticeiro Supremo criado por Stan Lee e Steve Ditko: um exemplar CGC 9,6 foi arrematado por US$ 60.000 em uma venda documentada pelo sellmycomicbooks.com. É uma edição-chave da Era de Prata — Doctor Strange nasceu em 1963, bem antes da Era de Bronze. Os números seguintes — Strange Tales #115 (origem), Strange Tales #126 (1ª aparição de Dormammu e Clea) e Marvel Premiere #3 (relançamento da Era de Bronze) — formam a base de qualquer coleção dedicada ao Feiticeiro Supremo.

Doctor Strange é a criação mais psicodélica da Era de Prata da Marvel. Idealizado por Stan Lee e desenhado por Steve Ditko, Stephen Strange faz sua primeira aparição em Strange Tales #110, em julho de 1963, numa história de cinco páginas que já apresenta o Ancião (Ancient One), Nightmare e Wong. O título Strange Tales era, na época, uma série compartilhada (Tocha Humana, depois Nick Fury a partir do #135); Doctor Strange só ganha seu próprio título em 1968, com Doctor Strange #169, número que dá continuidade à numeração de Strange Tales. A Era de Bronze trouxe um relançamento memorável com Marvel Premiere #3 (julho de 1972), seguido pela série Doctor Strange vol. 2 a partir de 1974. A era do MCU ampliou consideravelmente a demanda: Doctor Strange (2016, com Benedict Cumberbatch) arrecadou US$ 677,8 milhões em bilheteria mundial, e Doctor Strange in the Multiverse of Madness (2022), US$ 955,8 milhões, o maior sucesso do personagem nas telas.

Este guia se atém ao verificável: recordes de leilão documentados por fontes especializadas (sellmycomicbooks.com, Heritage Auctions, GoCollect). Nota metodológica importante: nosso estimador do eBay não cobre as séries Strange Tales, Doctor Strange (1968) nem Marvel Premiere — portanto, nenhuma mediana do eBay pode ser citada para esses títulos. Os dados apresentados abaixo vêm exclusivamente de fontes web documentadas. Este guia não constitui aconselhamento financeiro.

Ranking das edições-chave de Doctor Strange (recordes documentados)

Os dados abaixo se baseiam exclusivamente em vendas documentadas publicamente. Nosso estimador do eBay não cobre essas séries; os valores apresentados são recordes de venda ou estimativas de guias especializados, não medianas de mercado. Onde nenhum recorde foi documentado publicamente, a coluna indica "não documentado".

NúmeroImportânciaRecorde documentado
Strange Tales #110 (jul. 1963)1ª aparição de Doctor Strange, o Ancião, Nightmare e WongUS$ 60.000 (CGC 9,6, venda de 2017 — sellmycomicbooks.com)
Strange Tales #115 (dez. 1963)Origem de Doctor Strange (recontada) + crossover com Homem-Aranha~US$ 10.200 (recorde — sellmycomicbooks.com)
Strange Tales #126 (nov. 1964)1ª aparição de Dormammu e Clea~US$ 2.800 (recorde — sellmycomicbooks.com)
Doctor Strange #169 (1968)Primeiro número de seu título solo (continuação da numeração de Strange Tales)CGC 9,8: ~US$ 8.669 (venda de 2021 — Heritage Auctions)
Marvel Premiere #3 (jul. 1972)Relançamento da Era de Bronze — run de Englehart/Brunner~US$ 1.250 (recorde — sellmycomicbooks.com)

Fontes: sellmycomicbooks.com, Heritage Auctions, GoCollect.

Strange Tales #110 (1963): a edição-chave da Era de Prata que estrutura o mercado

Publicado em julho de 1963, Strange Tales #110 traz a primeira aparição de Doctor Strange numa história de cinco páginas — "The Stone Men from Saturn!" na capa com a Tocha Humana, e "Dr. Strange, Master of Black Magic!" como história complementar de Ditko. É uma edição-chave da Era de Prata, contemporânea das primeiras aparições do Homem-Aranha e dos X-Men. O mercado de alta nota está documentado com precisão: um CGC 9,6 foi arrematado por US$ 60.000 em 2017, segundo o sellmycomicbooks.com; um CGC 9,2 foi vendido por US$ 42.500 em 2022; um CGC 8,5 atingiu US$ 19.000 no mesmo ano. As notas intermediárias (5,0–7,0) ficam entre US$ 7.700 e US$ 13.200, segundo dados de 2022 do sellmycomicbooks.com. As entradas de faixa mais baixa (CGC 3,0–4,0) permanecem acessíveis, entre US$ 2.800 e US$ 4.080.

A liquidez é real: é uma das edições-chave da Era de Prata da Marvel mais regularmente arrematadas na Heritage Auctions e na ComicConnect. Por outro lado, o sellmycomicbooks.com observa explicitamente que "tanto a bolha especulativa quanto a bolha da pandemia estouraram" e que "a maior parte da valorização já está nos preços". As notas mais baixas sofreram uma correção perceptível. Para os exemplares de alta nota, o risco de concentração é elevado — o mercado é estreito e uma única grande venda define a cotação. Isso não é uma recomendação de compra: é uma descrição do mercado.

Strange Tales #115 (1963): a origem recontada e o crossover com o Homem-Aranha

Publicado em dezembro de 1963, Strange Tales #115 conta a origem de Doctor Strange — como Stephen Strange, cirurgião brilhante e arrogante, se torna o Feiticeiro Supremo após o acidente que destrói suas mãos e sua busca junto ao Ancião. Este número é assinado por Lee/Ditko e também traz uma história da Tocha Humana com participação do Homem-Aranha (sua segunda aparição na série), o que o torna uma edição-chave dupla: Strange e o início do entrelaçamento do universo Marvel. O recorde documentado é de aproximadamente US$ 10.200, segundo o sellmycomicbooks.com, que também menciona um CGC 9,6 arrematado por US$ 16.730 em novembro de 2017, segundo a Heritage Auctions. Este número é menos cotado que o #110, mas se destaca por sua dupla atratividade — colecionadores de Strange e colecionadores de Homem-Aranha.

Strange Tales #126 (1964): Dormammu e Clea, os pilares da mitologia

Publicada em novembro de 1964, esta edição-chave da Era de Prata apresenta dois personagens centrais do universo do Feiticeiro Supremo: Dormammu, o mestre da Dimensão Sombria e arqui-inimigo de Strange, e Clea, sua futura companheira. A história é de Stan Lee, com desenho de Steve Ditko. O recorde documentado pelo sellmycomicbooks.com é de aproximadamente US$ 2.800. Em nota média (CGC 5,0–8,0), as vendas observadas no eBay no início de 2025 ficam numa faixa de US$ 400 a US$ 700. É uma edição-chave mais acessível que #110 e #115, com demanda sustentada pela aparição de Dormammu no filme do MCU de 2016.

Marvel Premiere #3 (1972): o relançamento da Era de Bronze

Em 1972, Doctor Strange retorna em Marvel Premiere #3 (julho de 1972) após uma longa ausência. O número #3 marca o início do run que se tornou lendário: primeiro Barry Windsor-Smith sob a direção de Stan Lee (#3), depois Steve Englehart e Frank Brunner (#9-14), uma sequência de histórias qualificadas pelo sellmycomicbooks.com como "entre as mais célebres de toda a Era de Bronze". Este número é significativamente mais barato que as edições-chave da Era de Prata: o recorde documentado é de aproximadamente US$ 1.250, segundo o sellmycomicbooks.com. É uma porta de entrada mais acessível para colecionadores que desejam cobrir todas as eras do personagem sem se comprometer com valores de cinco dígitos.

Efeito MCU e risco de liquidez: o que os dados realmente dizem

O impacto do MCU no valor das edições-chave de Doctor Strange é documentado e mensurável. O lançamento de Doctor Strange (2016) coincidiu com um pico espetacular: foi em 2016-2017 que o CGC 9,6 de Strange Tales #110 atingiu US$ 60.000. Doctor Strange in the Multiverse of Madness (2022, US$ 955,8 milhões em bilheteria mundial) e as aparições do personagem em Spider-Man: No Way Home (2021) e nos filmes dos Vingadores mantiveram a demanda aquecida. Mas a correção pós-pandemia é real: as notas intermediárias recuaram, e o mercado das edições-chave da Era de Prata da Marvel como um todo sofreu ajustes significativos desde 2022. A liquidez de Strange Tales #110 continua superior à da maioria das edições-chave dessa época — mas isso não deve ser confundido com facilidade de revenda a qualquer preço desejado. Este guia não constitui aconselhamento financeiro.

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