O quadrinho mais caro da Harley Quinn é The Batman Adventures #12 (setembro de 1993), primeira aparição impressa da personagem: um exemplar CGC 9,8 (edição direct) foi negociado por cerca de US$ 3.250 no mercado de 2024, e a variante de banca (newsstand) em CGC 9,8 ultrapassou US$ 5.000, segundo dados compilados pela Sell My Comic Books. Nossa ferramenta de estimativa do eBay não cobre as séries Batman Adventures, Harley Quinn nem Suicide Squad — por isso, nenhuma mediana dessa ferramenta é citada neste guia.

Harley Quinn nasceu em 1992 nos estúdios de animação de Bruce Timm e Paul Dini para Batman: The Animated Series, onde aparece pela primeira vez em 11 de setembro de 1992, no episódio "Joker's Favor". Sua popularidade imediata levou à transposição para os quadrinhos já no verão seguinte. Personagem criada originalmente como simples comparsa do Joker, ela conquistou independência total: série própria, arco moral de anti-heroína e interpretação no cinema por Margot Robbie em três filmes da DC. Harley Quinn é uma criação moderna (era Copper/Modern Age, 1993) — não existe nenhuma edição-chave da Silver Age nem da Bronze Age para essa personagem, ao contrário dos grails do Batman ou do Joker, nascidos entre as décadas de 1940 e 1970.

Este guia foca nos quadrinhos verificáveis: recordes de leilão e dados de mercado documentados pela imprensa especializada e por sites de referência (Sell My Comic Books, GoCollect, Bleeding Cool). Nossa ferramenta do eBay não retorna nenhuma mediana para as séries em questão (parâmetros fora do escopo). Onde não existe nenhum número confiável, permanecemos qualitativos.

Ranking das edições-chave de Harley Quinn (dados de mercado documentados, 2024–2026)

As três grandes edições-chave da personagem datam todas da década de 1993–2000. Como os dados do eBay não estão disponíveis por meio da nossa ferramenta, o ranking se baseia nas vendas documentadas pela imprensa e por agregadores especializados.

NúmeroImportânciaDados do eBay (ferramenta)Dados de mercado documentados
The Batman Adventures #12 (set. 1993)1a aparição impressa de Harley QuinnSérie fora do escopo — nenhuma mediana disponível~US$ 3.250 em CGC 9,8 (direct); ~US$ 5.000+ em CGC 9,8 (newsstand) · Sell My Comic Books, 2024
Batman Adventures: Mad Love (fev. 1994)Origem de Harley Quinn (Dra. Harleen Quinzel) — Eisner Award de 1994Série fora do escopo — nenhuma mediana disponívelCotação qualitativa elevada em CGC 9,8; nenhum recorde público com valor encontrado
Batman: Harley Quinn #1 (out. 1999)1a aparição na continuidade principal da DC — capa de Alex RossSérie fora do escopo — nenhuma mediana disponívelMercado ativo; nenhum recorde público com valor encontrado

Fontes: Sell My Comic Books (atualização de mercado de 2024), GoCollect, Bleeding Cool. A ferramenta de eBay deste site não cobre as séries Batman Adventures, Harley Quinn nem Suicide Squad.

The Batman Adventures #12 (1993): o grail da era Modern Age

Publicado nas bancas em 3 de agosto de 1993 (data de capa: setembro de 1993), The Batman Adventures #12 é a peça central de qualquer coleção de Harley Quinn. O roteiro é de Kelley Puckett, o desenho de Mike Parobeck — Dini e Timm, os criadores da personagem para a televisão, não participaram especificamente deste número. Na história "Batgirl: Day One", Harley se une a Poison Ivy para se infiltrar em uma recepção da alta sociedade a fantasia, onde enfrenta Batgirl. Seu papel ainda é secundário, mas é a primeira vez que a personagem existe no papel.

A raridade deste número em nota muito alta (CGC 9,8) é estrutural: impresso para uma rede de distribuição direct, sofreu com pouca atenção à conservação na época. A CGC certificou cerca de 9.000 exemplares somando todas as notas, mas os CGC 9,8 continuam minoritários. A variante de banca (newsstand) é bem mais rara. Segundo os dados compilados pela Sell My Comic Books (atualização de 2024), os CGC 9,8 em edição direct são negociados por cerca de US$ 3.250, e os newsstand CGC 9,8 por cerca de US$ 5.000 a US$ 5.280. Em julho de 2021, um exemplar CGC 9,8 já havia ultrapassado US$ 2.800 antes do encerramento de um leilão da Heritage Auctions noticiado pela Bleeding Cool. Esses números refletem um mercado sólido, impulsionado por cada adaptação cinematográfica e animada da personagem.

Batman Adventures: Mad Love (1994): a origem premiada da Arlequina

Publicado em 14 de dezembro de 1993 (data de capa: fevereiro de 1994), The Batman Adventures: Mad Love é um one-shot em formato prestige, inteiramente realizado por Paul Dini (roteiro) e Bruce Timm (desenho, arte-final, cor). É esta história que revela, pela primeira vez, a trajetória da psiquiatra Harleen Quinzel, interna no asilo de Arkham, manipulada e seduzida pelo Joker até se tornar sua cúmplice. A obra recebeu o Eisner Award de Melhor Edição e o Harvey Award de Melhor Edição em 1994 — uma dupla distinção raríssima para um quadrinho de continuidade animada.

No mercado secundário, Mad Love é procurado por dois tipos de comprador: colecionadores de CGC em nota alta, que priorizam a pureza editorial, e entusiastas de Signature Series assinadas por Timm ou Dini. Nenhum recorde público com valor pôde ser verificado para este título nas fontes consultadas — a cotação permanece qualitativamente alta, especialmente para as primeiras impressões em CGC 9,8, que são pouco numerosas no registro da CGC.

Batman: Harley Quinn #1 (1999): a entrada na continuidade principal

Publicado em outubro de 1999, Batman: Harley Quinn #1 é um one-shot em formato especial, assinado por Paul Dini (roteiro) e Yvel Guichet (desenho), com capa pintada por Alex Ross. É a primeira aparição de Harley Quinn na continuidade principal da DC (fora do universo animado), no contexto do crossover No Man's Land, que mostra Gotham City arrasada por um terremoto. A história aprofunda a origem da personagem — sua transformação por Poison Ivy lhe confere imunidade a toxinas e capacidades físicas ampliadas — e reafirma sua relação ambivalente com o Joker.

A capa de Alex Ross é o principal atrativo do número para os colecionadores: Ross já era célebre por Kingdom Come (1996) e Marvels (1994), o que confere ao one-shot um prestígio pictórico raro. Nenhum recorde público com valor foi encontrado nas fontes consultadas para este título; o mercado está ativo em todas as notas.

As outras etapas-chave da história editorial

Harley Quinn vol. 1 #1 (2000), primeira série solo contínua da personagem, foi roteirizada por Karl Kesel com desenho de Terry Dodson — a série duraria 25 números. O relançamento New 52 introduziu uma Harley visualmente transformada em Suicide Squad vol. 4 #1 (2011, Adam Glass), com a pele clareada e a paleta vermelha e azul que o grande público associa aos filmes. A série solo Harley Quinn vol. 2 (2013–2016), escrita por Jimmy Palmiotti e Amanda Conner, é unanimemente citada como o run de referência da personagem nos quadrinhos autônomos. Esses números são ativos no mercado secundário, mas sem recorde espetacular documentado.

O impacto das adaptações na cotação

Harley Quinn é hoje uma das personagens da DC mais presentes nas telas. Suicide Squad (2016, Margot Robbie) arrecadou US$ 749 milhões nas bilheterias mundiais; Birds of Prey (2020), US$ 205,5 milhões; The Suicide Squad (2021, James Gunn), US$ 169 milhões. Em 2024, Joker: Folie à Deux, de Todd Phillips, trouxe Lady Gaga interpretando uma versão da personagem, com US$ 207,5 milhões em bilheteria mundial. A série animada Harley Quinn (desde 2019, Kaley Cuoco) também ampliou a base de fãs. Cada grande lançamento provoca um aumento mensurável na demanda por The Batman Adventures #12 e Mad Love nas plataformas de leilão.

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