Daredevil é frequentemente citada como a série Marvel que recebeu o maior número de runs excepcionais. Desde as origens de Stan Lee e Wally Wood (#1, 1964) até as runs recentes, cada grande período tem sua identidade marcante.
Daredevil é frequentemente citada como a série Marvel que recebeu o maior número de runs excepcionais. Desde as origens de Stan Lee e Wally Wood (#1, 1964) até as runs recentes, cada grande período tem sua identidade marcante. Poucas séries Marvel podem se gabar de ter tantos capítulos distintos e memoráveis em sua história editorial, com autores tão diferentes quanto Frank Miller, Ann Nocenti, Brian Michael Bendis, Ed Brubaker, Mark Waid ou Charles Soule.
Matt Murdock é também um dos personagens mais "adultos" da Marvel, o que lhe rendeu runs sombrias e aclamadas pela crítica literária bem além dos círculos de fãs de quadrinhos. Essa dimensão adulta e ancorada na realidade social — o advogado cego que defende os pobres de dia, o vigilante à noite — faz dela uma série perfeita para o colecionador que deseja aliar prazer de leitura e investimento em números de qualidade.
As grandes runs Daredevil que você precisa conhecer
A história editorial de Daredevil se divide em grandes períodos, cada um conduzido por um autor marcante que redefiniu o personagem à sua maneira.
Stan Lee & Wally Wood, As origens (#1-11)
Os primeiros números de Daredevil estabelecem as bases do personagem: Matt Murdock, advogado cego com sentidos hiperdesenvolvidos, em seu primeiro traje amarelo (#1-6) antes de adotar o célebre traje vermelho (#7). Esses números de 1964-1965 são peças de coleção da Silver Age, raras e preciosas, particularmente o #7 que marca a mudança de traje.
Frank Miller, A transformação (#158-191 e depois Born Again #227-233)
Frank Miller é o autor que mais profundamente transformou Daredevil. Sua run como desenhista e depois roteirista (#158-191, 1979-1983) introduz Elektra (#168), desenvolve Bullseye como grande antagonista e dá à série uma dimensão sombria e adulta inédita na Marvel. Os números #168-191, desenhados com Bill Sienkiewicz no final, constituem um dos ápices da Bronze Age. Born Again (#227-233, 1986), desenhado por David Mazzucchelli, é considerado um dos melhores arcos da história dos quadrinhos americanos.
Ann Nocenti (#238-291)
A run de Ann Nocenti (1988-1991) é frequentemente subestimada, mas representa um período de grande criatividade. Nocenti desenvolve temas sociais e políticos fortes, introduz a personagem Typhoid Mary e oferece a John Romita Jr. a oportunidade de produzir alguns de seus melhores trabalhos. Esses números ainda são acessíveis a preços razoáveis e constituem um excelente complemento de coleção.
Brian Michael Bendis & Alex Maleev, A identidade revelada (Vol.2, #16-81)
A run de Bendis e Maleev (2001-2006) é a run moderna de referência em Daredevil. Realista, cinematográfica, ela explora as consequências da revelação da identidade secreta de Matt Murdock. O número #32 (a identidade tornada pública pelo Daily Globe) é um key issue moderno muito procurado. Este período conquistou vários Eisner Awards.
Ed Brubaker (#82-119)
Ed Brubaker assume após Bendis em um contexto dramático — Matt Murdock na prisão — e mantém o nível de excelência da série com uma narrativa noir e um senso apurado de thriller. Sua run (2006-2009) é particularmente apreciada pela coerência de seu arco narrativo longo.
Andy Diggle, Shadowland (#508-512)
A run de Andy Diggle culmina no evento Shadowland (2010), onde Daredevil assume o controle da Mão e tomba para o lado do mal. Um momento marcante da continuidade Marvel e números-chave para os colecionadores da era moderna.
Mark Waid & Paolo Rivera, A renovação (Vol.3, #1-36)
Após os anos sombrios, Mark Waid devolve a Daredevil uma dimensão mais luminosa e aventureira. Sua run (2011-2014), desenhada alternadamente por Paolo Rivera e Marcos Martín, conquista quatro Eisner Awards consecutivos e é considerada uma das melhores runs da década de 2010.
Charles Soule (Vol.5, #1-28)
Charles Soule (2015-2018) retoma um Daredevil sombrio pós-Secret Wars. Sua run introduz uma reviravolta importante sobre a identidade secreta e explora a relação de Matt Murdock com a lei de forma original.
Chip Kidd & Marco Checchetto (Vol.6 & seguintes, #1-presente)
A run recente de Chip Kidd com Marco Checchetto (desde 2019) propõe uma visão ambiciosa e graficamente espetacular, com um retorno às raízes sombrias e uma exploração da relação entre Matt Murdock e Kingpin.
Conselho de coleção: Se você está começando sua coleção Daredevil, comece pela run Miller (#158-191) e Born Again (#227-233). São os números mais icônicos, com o melhor valor de revenda e o maior impacto na cultura dos quadrinhos. A run Bendis/Maleev é um excelente complemento moderno.
Quais são os key issues de Daredevil imprescindíveis?
Aqui estão os números essenciais que todo colecionador Daredevil deve conhecer e, idealmente, possuir:
- Daredevil #1 (1964): A 1ª aparição de Matt Murdock como Daredevil, em seu traje amarelo original. Stan Lee no roteiro, Bill Everett no desenho. Peça importante da Silver Age Marvel.
- Daredevil #7 (1965): A mudança de traje: Daredevil adota seu célebre traje vermelho. Primeiro número com Wally Wood no desenho. Key issue muito procurado.
- Daredevil #131 (1976): 1ª aparição de Bullseye, um dos grandes antagonistas da série. Key issue importante da Bronze Age.
- Daredevil #158 (1979): Frank Miller estreia na série como desenhista. O início de uma era. Key issue de coleção imprescindível.
- Daredevil #168 (1981): 1ª aparição de Elektra, uma das personagens mais emblemáticas da Marvel. Key issue extremamente procurado.
- Daredevil #181 (1982): A morte de Elektra, assassinada por Bullseye. Um dos momentos mais marcantes da run Miller e da história da Marvel.
- Daredevil #227 (1986): Início de "Born Again", o arco de Frank Miller e David Mazzucchelli considerado uma obra-prima absoluta.
- Daredevil Vol.2 #1 (1998): Relaunch da série com nova numeração. Kevin Smith no roteiro, Joe Quesada no desenho.
- Daredevil Vol.2 #16 (2001): Brian Michael Bendis e Alex Maleev iniciam sua run lendária na série.
- Daredevil Vol.2 #32 (2002): A identidade de Daredevil é revelada ao mundo inteiro. Key issue moderno importante.
- Daredevil: The Man Without Fear #1 (1993): Minissérie de Frank Miller e John Romita Jr. que revisita as origens de Daredevil. Cinco números indispensáveis.
Daredevil: uma série com múltiplos volumes
Como a maioria das grandes séries Marvel, Daredevil passou por vários relaunches com numerações reiniciadas em #1. Veja como se orientar:
Vol.1 (1964-1998): O volume original, 380 números publicados em 34 anos. Contém a integralidade das runs históricas (Lee/Wood, Miller, Nocenti). A numeração é contínua e clara — é o volume de referência para todo colecionador.
Vol.2 (1998-2009): Relaunch após a série "Heroes Reborn". Contém as runs de Kevin Smith, Brian Michael Bendis (a run mais importante deste período) e Ed Brubaker. 119 números.
Vol.3 (2011-2014): A run de Mark Waid. 36 números. Relaunch no contexto do "Marvel NOW!".
Vol.4 (2014-2015): Série curta (18 números) que transfere Matt Murdock para San Francisco, ainda por Waid.
Vol.5 (2015-2019): Run de Charles Soule. 612 números, depois continuação em Vol.6 e seguintes sob diferentes numerações ligadas às iniciativas editoriais da Marvel.
A regra essencial: sempre mencionar o volume E o ano quando você referencia um número Daredevil. "Daredevil #1 (1964, Vol.1)" e "Daredevil #1 (1998, Vol.2)" são dois quadrinhos radicalmente diferentes.
Como organizar sua coleção Daredevil?
Definir suas runs prioritárias
Daredevil conta com várias décadas de números. Escolha primeiro as runs que mais atraem você: Miller pela história e pelo valor, Bendis pela leitura moderna, Waid pela leveza. É melhor completar uma run inteira do que ter números espalhados por toda a história da série.
Importar a série no My Comics Collection
Com o My Comics Collection, importe cada volume de Daredevil separadamente. O aplicativo distingue claramente os diferentes volumes e numerações, permitindo identificar de relance os números faltantes em cada run.
Priorizar os key issues em cada run
Dentro de cada run, identifique os key issues imprescindíveis (#168 Elektra, #181 morte de Elektra, #227 Born Again…). Esses números devem ser adquiridos em prioridade — eles condicionam o valor e a coerência da sua coleção Daredevil.
Organizar fisicamente por volume e run
Guarde seus quadrinhos Daredevil por volume (Vol.1, Vol.2…) em fichários ou longboxes dedicadas. Dentro do Vol.1, separadores por run (Miller, Nocenti, etc.) facilitam a navegação e protegem seus números.
Monitorar a valorização dos key issues
Os key issues Miller (principalmente #168 e #181) têm aumentado regularmente de valor nos últimos anos, impulsionados pelas adaptações televisivas de Daredevil. O My Comics Collection integra os dados de venda do eBay para acompanhar a evolução da cotação dos seus números em tempo real.
FAQ, Gerenciar sua coleção Daredevil
Como gerenciar sua coleção Daredevil com eficiência?
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