A edição-chave absoluta do Flash da Era de Prata é Showcase #4 (outubro de 1956), primeira aparição de Barry Allen por Robert Kanigher, John Broome e Carmine Infantino: um exemplar CGC 9.6 foi arrematado por US$ 900.000 na Heritage Auctions em 11 de janeiro de 2024 — recorde histórico para um comic DC da Era de Prata. Na primeira série The Flash (1959-1985), as edições-chave são o #105 (primeiro número, 1ª aparição de Mirror Master), o #110 (1ª aparição de Kid Flash e 1ª de Weather Wizard, CGC 9.6 a US$ 49.200) e o #123 (Flash of Two Worlds, o conceito de multiverso da DC).

Antes de Barry Allen, existia Jay Garrick — o Flash da Era de Ouro, criado por Gardner Fox e Harry Lampert em Flash Comics #1 (janeiro de 1940). A série é interrompida em 1949. Quando Julius Schwartz, editor da DC, encomenda um novo Flash em 1956, ele toma uma decisão radical: recomeçar do zero com um personagem totalmente novo. Barry Allen deixa de ser um estudante de química e passa a ser um cientista forense da polícia de Central City, atingido em seu laboratório por um raio que projeta sobre ele uma prateleira de produtos químicos. Esse realismo pseudocientífico e essa reinvenção completa do personagem definem o espírito da Era de Prata.

Este guia se atém ao que é verificável: recordes documentados pela Heritage Auctions e pelas bases GoCollect e CGC News, além dos dados do nosso estimador eBay (eBay.fr + eBay.com, junho de 2026). As edições-chave da Era de Prata da série Flash — #105, #110, #123, #139 — apresentam zero ou apenas um anúncio ativo no eBay; as medianas, portanto, não são citáveis. Os recordes de leilão são a referência para essas edições raras.

As edições-chave da primeira série Flash — classificação (cotações reais, junho de 2026)

Para as edições raras da Era de Prata, os recordes de leilão são o indicador de referência. Nosso estimador eBay não encontra nenhum anúncio ativo confiável para as edições-chave #105, #110, #123 e #139 — esse sinal nulo ou único já é, por si só, uma informação: esses exemplares estão praticamente ausentes do mercado corrente e circulam principalmente em leilões especializados.

NúmeroImportânciaDados eBay (todas as notas)Recorde documentado
Showcase #4 (out. 1956)1ª aparição de Barry Allen / 1º Flash da Era de PrataSérie diferente — não disponívelUS$ 900.000 (CGC 9.6, Heritage jan. 2024)
Flash #105 (fev.-mar. 1959)1º número da série solo; 1ª aparição de Mirror Master1 anúncio — sinal fraco demais~US$ 38.838 (CGC 9.4, Heritage 2011)
Flash #110 (dez. 1959–jan. 1960)1ª aparição de Kid Flash (Wally West) + 1ª aparição de Weather Wizard0 anúncio — ausente do mercado correnteUS$ 49.200 (CGC 9.6, Heritage jun. 2024)
Flash #123 (set. 1961)Flash of Two Worlds — 1º encontro entre Jay e Barry, 1º multiverso DC0 anúncio — ausente do mercado corrente~US$ 18.000 (CGC 9.4, 2020) · US$ 13.600 (CGC 9.2, 2022)
Flash #139 (set. 1963)1ª aparição de Reverse-Flash / Professor Zoom (Eobard Thawne)0 anúncio — ausente do mercado corrente~US$ 8.300 (CGC 9.6, Heritage 2006)

Fontes dos recordes: Heritage Auctions, CGC News, GoCollect, sellmycomicbooks.com.

Showcase #4: o comic que deu início à Era de Prata

Lançado em outubro de 1956 (com data de capa de setembro-outubro), Showcase #4 é a certidão de nascimento da Era de Prata dos quadrinhos americanos. Naquela época, a DC usava Showcase como laboratório — um título de teste que permitia experimentar novos personagens sem arriscar uma série própria. O resultado supera todas as expectativas: o novo Flash é tão bem recebido que retorna nos números #8, #13 e #14 do mesmo título, antes de ganhar sua própria série em 1959.

A criação reúne dois roteiristas — Robert Kanigher na primeira história (Mystery of the Human Thunderbolt!) e John Broome na segunda (The Man Who Broke the Time Barrier!) — com Carmine Infantino nos desenhos e Joe Kubert na arte-final, sob a direção editorial de Julius Schwartz. Infantino traz um estilo dinâmico, de linhas limpas, que rompe com a estética mais ingênua dos anos 1940. A origem de Barry Allen — policial cientista atingido por um raio em seu laboratório — substitui o estudante de química que era Jay Garrick. Essa mudança de paradigma, um super-herói ancorado na modernidade da Guerra Fria, é a marca registrada da Era de Prata.

No mercado, esse status fundador se traduz sem ambiguidade. Um exemplar CGC 9.6 — o único no topo do census da CGC no momento da venda — atingiu US$ 900.000 na Heritage Auctions em 11 de janeiro de 2024, recorde absoluto para um comic DC da Era de Prata. O mesmo exemplar havia sido vendido por US$ 179.250 em 2009, também pela Heritage, ilustrando a progressão espetacular do mercado dos grails da Era de Prata em quinze anos. O Overstreet Price Guide avalia um exemplar NM- 9.2 em US$ 182.000; em nota intermediária CGC (6.0-6.5), as vendas documentadas ficam numa faixa de US$ 55.000 a US$ 85.000. Exemplares soltos em notas baixas, embora muito raros, ainda assim têm um valor significativo na casa dos cinco dígitos em dólares.

Flash #105: o lançamento da série solo em 1959

Fortalecido pelo sucesso de Showcase, Julius Schwartz lança a série solo The Flash em fevereiro-março de 1959. A numeração retoma de onde Flash Comics havia parado em 1949, no número #105, como sinal de continuidade editorial. Este primeiro número é uma edição-chave dupla: é ao mesmo tempo a certidão de nascimento da série da Era de Prata e a primeira aparição de Mirror Master (Sam Scudder), um dos vilões icônicos de Barry Allen.

Nosso estimador eBay encontra apenas um único anúncio ativo para esse número — sinal fraco demais para uma mediana confiável. As vendas documentadas em leilão revelam um mercado de nota alta muito restrito: um exemplar CGC 9.4 atingiu cerca de US$ 38.838 na Heritage Auctions em 2011. Em nota intermediária, um CGC 6.0 foi negociado por cerca de US$ 3.300 em vendas recentes. Este número figura entre os 15 principais comics da Era de Prata segundo o Overstreet Price Guide.

Flash #110 e #123: Kid Flash, o multiverso e as edições-chave seguintes

The Flash #110 (dezembro de 1959–janeiro de 1960) é um grail duplo: contém a primeira aparição de Kid Flash (Wally West, sobrinho de Iris West, que reproduz acidentalmente o mesmo experimento de Barry Allen em seu laboratório) e a primeira aparição de Weather Wizard. Wally West se tornaria, ele mesmo, o Flash principal nos anos 1980, o que torna este número ainda mais estratégico. Nosso estimador eBay não encontra nenhum anúncio ativo. Em nota alta, um CGC 9.6 atingiu US$ 49.200 na Heritage Auctions em junho de 2024 — recorde documentado para este número.

The Flash #123 (setembro de 1961), intitulado Flash of Two Worlds!, é outra pedra angular. Escrito por Gardner Fox e desenhado por Carmine Infantino, ele mostra o encontro entre Barry Allen e Jay Garrick — o Flash da Era de Ouro — em uma Terra paralela, chamada Terra-2. Essa história inventa o conceito de multiverso DC, que estruturaria o universo editorial da editora por décadas. As vendas documentadas em nota alta chegam a cerca de US$ 18.000 para um CGC 9.4 (2020) e US$ 13.600 para um CGC 9.2 (2022). Nenhum anúncio ativo no eBay — restrito a leilões especializados.

Por fim, Flash #139 (setembro de 1963) apresenta Reverse-Flash / Professor Zoom (Eobard Thawne), antagonista espelhado de Barry Allen vindo do século XXV. O recorde documentado em CGC 9.6 fica próximo de US$ 8.300. Essas quatro edições — #105, #110, #123, #139 — formam o núcleo essencial das edições-chave a conhecer da primeira série The Flash.

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