Watchmen (DC, 1986-87, 12 números) de Alan Moore e Dave Gibbons é uma das obras mais importantes do meio quadrinhos. Para o iniciante, a verdadeira questão não é "qual número custa mais caro" — o mercado de edições avulsas é pouco líquido demais para citar uma mediana confiável (9 anúncios no eBay para o #1, 4 para o #4 ou o #12) — mas sim: começar pelo trade paperback ou caçar o #1 primeira tiragem em grade? Este guia ajuda você a decidir com honestidade.
Publicada mensalmente de setembro de 1986 a outubro de 1987, a maxissérie Watchmen de Alan Moore (roteiro), Dave Gibbons (desenho) e John Higgins (cores) desconstrói o gênero super-herói dentro de uma estrutura de romance policial político. É uma obra da era de cobre / moderna — não existe nenhum número Silver Age ou Bronze Age nesta série. O #1 apresenta Rorschach, Doctor Manhattan, Nite Owl (Dan Dreiberg), Silk Spectre, Ozymandias e o Comediante, personagens livremente inspirados nos heróis da Charlton. A série venceu o Hugo Award de 1988 na categoria "Other Forms", tornando-se assim a única obra em quadrinhos a já ter recebido esse prêmio.
Este guia se atém ao verificável: dados do eBay do nosso estimador (eBay.fr + eBay.com, junho de 2026) e recordes documentados. Quando o volume é baixo demais para citar um preço preciso, dizemos isso claramente em vez de inventar.
TPB ou números originais: a escolha do iniciante
A primeira decisão de um colecionador de Watchmen é escolher entre dois caminhos bem distintos:
- O trade paperback (TPB). Publicado já em 1987 pela DC e reimpresso mais de 24 vezes, é um dos álbuns de quadrinhos mais vendidos do mundo — e o objeto que tornou as edições avulsas pouco líquidas no mercado secundário. A primeira edição do TPB de 1987 (ISBN 0-930289-23-4) é ela própria um item de colecionador, reconhecível por sua capa brochura de época. É o ponto de entrada ideal para ler a série e ter um objeto físico de qualidade a custo controlado.
- Os 12 números avulsos originais (1986-87). Cada número da série original existe em duas variantes: a edição direct market (vendida em lojas especializadas, sem código de barras UPC completo — em vez disso, um quadro promocional "Who Watches the Watchmen?") e a edição newsstand (vendida em bancas, com código de barras UPC). Para o #1, com capa a US$ 1,50, essa referência continua sendo a mais simples para identificar um exemplar original. A vinheta promocional direct versus o código de barras newsstand no canto inferior esquerdo é a chave de leitura.
O mercado de edições avulsas: pouco líquido, seja honesto consigo mesmo
Nosso estimador registra 9 anúncios ativos no eBay para o #1, 4 anúncios para o #4 e 4 anúncios para o #12 (junho de 2026). Esse volume é baixo demais para se extrair uma mediana confiável para citar em título. A razão é simples: como a série foi massivamente reeditada em TPB best-seller, os colecionadores preferiram amplamente o formato álbum — resultado, poucos exemplares avulsos circulam em venda pública. Isso não é sinal de que os originais não têm interesse; é sinal de que seu valor real se mede em alto grade CGC, não no mercado bruto.
| Número | Importância | Anúncios no eBay (junho de 2026) | Sinal |
|---|---|---|---|
| Watchmen #1 (set. 1986) | 1a app. de todo o elenco principal | 9 anúncios | Volume baixo demais — mediana não confiável |
| Watchmen #4 (dez. 1986) | Origem de Doctor Manhattan | 4 anúncios | Volume baixo demais — mediana não confiável |
| Watchmen #12 (out. 1987) | Conclusão da série | 4 anúncios | Volume baixo demais — mediana não confiável |
Fonte: estimador mycomicscollection.com, eBay.fr + eBay.com, junho de 2026.
O #1 em alto grade CGC: o indicador de referência
Para os colecionadores focados no valor de longo prazo, é o grade CGC que vale como referência. Em agosto de 2025, um exemplar de Watchmen #1 em CGC 9.8 (Near Mint/Mint) foi arrematado por US$ 488 na Landry Pop Auctions — o censo CGC contava então com mais de 630 exemplares em 9.8, nenhum acima. Essa é a cotação de referência documentada para esse grade. Para um exemplar bruto em ótimo estado (VF/NM), as estimativas qualitativas giram em torno de algumas dezenas de euros dependendo do estado real — mas sem volume de anúncios suficiente, tratar esse número como preço fixo seria desonesto.
Identificando uma primeira tiragem do #1: os sinais concretos
- Preço de capa: US$ 1,50 / CAD$ 2,00 (para o #1, setembro de 1986).
- Editora: DC Comics — logo DC bullet no canto superior esquerdo.
- Edição direct: no canto inferior esquerdo, um quadro promocional "Who Watches the Watchmen?" (sem o código de barras UPC clássico).
- Edição newsstand: código de barras UPC na parte inferior esquerda, com o número de série visível.
- Encadernação: grampeado (stapled), formato padrão americano 17 × 26 cm.
- Atenção às reimpressões: a DC lançou um "New Printing #1" e várias edições comemorativas. No original de 1986, não há menção "reprint" ou "new printing" na capa.
As extensões e adaptações (para o colecionador completista)
Depois de adquirir a série principal, o colecionador completista se interessa pelas extensões:
- Before Watchmen (2012, DC): sete minisséries prequel, com equipes artísticas diferentes para cada personagem. Um conjunto de 37 números para encontrar em edições avulsas ou em TPB.
- Doomsday Clock (2017-2019, DC): 12 números por Geoff Johns e Gary Frank, que faz os personagens de Watchmen dialogarem com o Universo DC principal — o #1 em CGC 9.8 é um key modern a se acompanhar.
- Rorschach (2020, DC Black Label): 12 números por Tom King e Jorge Fornes. Série mais recente, pouco especulativa neste momento, mas um item cuidado para os fãs do personagem.
- As adaptações: o filme de Zack Snyder (2009) e a série da HBO de Damon Lindelof (2019) geraram itens de colecionador relacionados (artbooks, pôsteres) sem impacto direto na cotação dos quadrinhos originais.
Estratégia para iniciantes em três etapas
- Comece pelo TPB de 1987. Leia a série, entenda por que ela é fundamental. A primeira edição do TPB é, ela mesma, um item procurado pelos leitores apaixonados.
- Busque um #1 bruto em bom estado. Sem passar pelo slabbing CGC em um primeiro momento: procure um exemplar VF (Very Fine) ou NM (Near Mint) com páginas brancas, capa limpa, sem marcas. Verifique o preço de capa e a ausência da menção "reprint".
- Se quiser investir no grade, mande gradear. O ponto de equilíbrio do grading CGC só se justifica em alto grade (9.4 no mínimo). Abaixo disso, o custo do grading costuma superar a valorização.
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