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Legion of Super-Heroes #1 foi lançado em 2 de setembro de 2026 sob o selo DC Next Level, escrito por Joshua Williamson e desenhado por Hayden Sherman, o desenhista de Absolute Wonder Woman. A DC o anunciou em junho de 2026. É o nono volume a levar esse título, e o sexto recomeço da equipe desde 1958. Para o colecionador, a dificuldade não é o relançamento: é que as edições que importam quase nunca estão numa série chamada Legion. A primeira aparição está em Adventure Comics #247 (abril de 1958), e as primeiras aparições dos membros mais procurados estão espalhadas entre Adventure Comics, Action Comics e Superboy. Este artigo dá o mapa completo, continuidade por continuidade.

Existe uma razão simples para um leitor curioso largar a Legião dos Super-Heróis depois de dez minutos de pesquisa: ele não encontra o começo. Nas outras equipes, a pergunta «por onde começar» tem uma resposta de uma linha. Aqui, tem nove, porque nove séries diferentes levaram o mesmo título em sessenta e oito anos, porque pelo menos cinco delas contam versões incompatíveis da mesma equipe, e porque a numeração ora recomeça do zero, ora não recomeça de jeito nenhum.

O relançamento de 2 de setembro de 2026 acrescenta um nono número 1 a essa pilha. Tomado isoladamente, é mais um lançamento. Tomado como ocasião para fazer a triagem, é outra coisa: um pretexto para pôr finalmente em ordem o que sessenta e oito anos de publicação deixaram para trás, e para separar as edições que têm valor histórico demonstrável daquelas que só têm uma posição numa cronologia.

Escrevemos em 2 de outubro de 2026, um mês depois do lançamento. O exercício que segue não trata, portanto, da qualidade da história em curso, e menos ainda de uma cotação: trata da geografia do título. Onde começa cada continuidade, qual edição marca época nela, e quais dessas edições um comprador francófono pode realmente obter sem comprar avulso durante três anos.

As edições-chave de Legion of Super-Heroes por ordem de importância

O que o relançamento de 2026 estabelece, e o que ainda não é público

Comecemos distinguindo o verificável do suposto, porque a distância é grande neste dossiê.

O que está estabelecido cabe em quatro pontos. A DC anunciou em junho de 2026 uma nova série Legion of Super-Heroes dentro de seu selo Next Level, confiada ao roteirista Joshua Williamson e ao desenhista Hayden Sherman. O número 1 saiu em 2 de setembro de 2026. A própria editora datou sua leva de lançamentos: o trailer do selo publicado em seu site traz a menção «Coming in September 2026». E a série é o nono volume a levar exatamente esse título, o que se pode verificar contando, o que faremos mais abaixo.

Um quinto ponto merece destaque, porque se verifica em dois cliques e diz algo sobre o investimento feito. Hayden Sherman é o desenhista de Absolute Wonder Woman desde o lançamento dessa série em 23 de outubro de 2024, com Kelly Thompson no roteiro, um título duas vezes premiado com o Eisner e instalado no alto das vendas da editora. Deslocar esse traço para uma equipe adormecida não é uma medida de economia.

O que não é público, em contrapartida, é precisamente o que um leitor gostaria de saber: a composição exata do elenco escolhido, a duração prevista e a relação que essa versão mantém com as anteriores. Nenhuma fonte consultada publica esses elementos de forma verificável, e não os inventaremos. Uma convenção acontece em Nova York de 8 a 11 de outubro de 2026, com painéis programados pela editora: é razoável esperar esclarecimentos ali, e seria desonesto escrever hoje o que ainda não foi dito.

Mesmo assim, a ausência de detalhes não impede o trabalho. O restante deste artigo trata do que o relançamento torna útil: o mapa do passado.

Cronologia das edições e séries de Legion of Super-Heroes

Por que esta equipe intimida, e de que é feita a intimidação

Costuma-se atribuir a dificuldade da Legião ao número de seus membros. É uma explicação incompleta. Uns trinta personagens se retêm, mal, mas se retêm, e vários títulos conseguem isso.

O verdadeiro obstáculo está em outro lugar, e é bibliográfico. Ele se resume a três mecanismos que se sobrepõem.

O primeiro é a descontinuidade dos suportes. Durante os primeiros quinze anos, a Legião nunca teve uma série em seu nome: habitava as páginas de Adventure Comics, depois de Action Comics, depois de Superboy. Um colecionador que procura «Legion of Super-Heroes 1958» não encontra nada, porque o objeto não existe.

O segundo é a instabilidade da numeração. Ela recomeça do 1 oito vezes, mas nem sempre: em janeiro de 1980, quando o título finalmente se torna The Legion of Super-Heroes, herda o número 259 da série Superboy, da qual toma a sequência. E em outubro de 1994, a nova continuidade começa não no 1 mas no 0, na numeração da série anterior. Duas exceções que bastam para arruinar qualquer raciocínio mecânico.

O terceiro é a coabitação das versões. Entre 1984 e 1987, duas séries da Legião eram publicadas simultaneamente, e uma delas acabava reeditando a outra. Entre 1993 e 2000, dois títulos dividiam a mesma equipe. Um comprador que compara dois gibis com o mesmo nome de equipe e o mesmo ano não tem nenhuma maneira óbvia de saber se tem nas mãos duas histórias diferentes ou a mesma duas vezes.

Esses três mecanismos explicam a sensação de intimidação muito melhor do que o elenco. Explicam também por que o trabalho de mapeamento que segue tem valor prático imediato: ele torna as compras possíveis.

O mapa das continuidades, e onde cada uma começa

Seis continuidades, e uma sétima em curso. Cada ficha dá o ponto de entrada real, não o número 1 nominal.

01

A continuidade de origem

De abril de 1958 a setembro de 1994 · trinta e seis anos
A única ininterrupta

Começa em Adventure Comics #247 (abril de 1958) e termina em Legion of Super-Heroes volume 4 #61 (setembro de 1994), por ocasião do evento Zero Hour. Entre os dois, a mesma narrativa contínua muda seis vezes de suporte: Adventure Comics até o #380 (maio de 1969), uma passagem como complemento de Action Comics #377 a #392 (1969 e 1970), um retorno como complemento de Superboy a partir do #172 (março de 1971), a tomada do título no #197 (agosto de 1973) sob o nome Superboy starring the Legion of Super-Heroes, uma nova mudança de nome no #231 (setembro de 1977), e depois a autonomia no #259 (janeiro de 1980), quando Superboy deixa a equipe e o título se torna The Legion of Super-Heroes, mantendo a numeração.

Bom saber: essa continuidade se complica ainda mais em agosto de 1984, quando a editora lança um terceiro volume em papel de qualidade superior mantendo a série antiga, que se torna Tales of the Legion of Super-Heroes no #314, publica um ano de histórias inéditas, depois passa a reedições no #326 até seu último número, o #354 (dezembro de 1987). Um quarto volume segue em novembro de 1989 com o dispositivo dos cinco anos transcorridos.
02

A versão reiniciada pós-Zero Hour

De outubro de 1994 a 2004 · dez anos
O número 1 que se chama 0

Ponto de entrada: Legion of Super-Heroes volume 4 #0 e Legionnaires #0, ambos com data de outubro de 1994. A equipe é retomada do zero, rejuvenescida, e narrada em paralelo em duas séries que se leem juntas. Essa continuidade se encerra com a série intitulada simplesmente The Legion, cancelada no número 38.

Bom saber: é o único período em que a Legião foi legível para um recém-chegado sem conhecimentos prévios, já que recomeça tudo. É também o mais abundante em gibis baratos, já que uma sequência de dez anos pouco procurada produz mecanicamente muita oferta.
03

A versão de Mark Waid e Barry Kitson

De 2004 a 2009 · cinquenta edições
Três títulos, uma série

Abre com uma edição especial associando os Teen Titans e a Legião, publicada em novembro de 2004, e prossegue no quinto volume. Armadilha de compra: a série muda duas vezes de nome pelo caminho, tornando-se Supergirl and the Legion of Super-Heroes no número 16, depois retomando o título original no número 37. Termina no número 50.

Bom saber: um vendedor que classifica por título costuma guardar os números 16 a 36 em outro lugar que os demais. Para completar essa sequência, é preciso procurar sob dois nomes. Veja nosso guia dos quadrinhos faltantes para o método de cruzamento.
04

O retorno da versão histórica

De 2007 a 2011
A melhor porta de entrada

Uma sequência em três tempos reinstala a Legião de antes de 1994. Começa em Justice League of America volume 2 #8 a #10 (2007), prossegue na fase de Action Comics de Geoff Johns e Gary Frank, e culmina em Final Crisis: Legion of Three Worlds #1 a #5, publicado de agosto de 2008 a setembro de 2009 por Geoff Johns e George Pérez, em que três encarnações da equipe se encontram. Um sexto volume segue, de maio de 2010 a agosto de 2011, escrito por Paul Levitz, acompanhado de uma série Adventure Comics dedicada à academia da equipe, de setembro de 2009 a outubro de 2011.

Bom saber: Legion of Three Worlds é a única história concebida para explicar a coexistência das continuidades a um leitor que não as conhece. É, de longe, o melhor ponto de entrada disponível, e é também o único acessível em português sem procurar usado.
05

A versão do relançamento geral de 2011

De setembro de 2011 a agosto de 2013 · vinte e três edições
A mais curta

Sétimo volume, lançado em setembro de 2011 no âmbito da reformulação geral do catálogo, encerrado no número 23 em agosto de 2013. Uma série paralela, Legion Lost, envia sete legionários ao presente e serve de ponto de contato com o resto do universo.

Bom saber: vinte e três edições representam menos de dois anos. É o dado que recomendamos ter em mente antes de se comprometer com a série de 2026: a duração média das versões recentes se conta em meses, não em décadas.
06

A versão de Brian Michael Bendis e Ryan Sook

De novembro de 2019 a janeiro de 2021 · doze edições
A última antes de 2026

Precedida de Legion of Super-Heroes: Millennium, duas edições publicadas em setembro e outubro de 2019, o oitavo volume dura doze edições, de novembro de 2019 a janeiro de 2021. O dispositivo de entrada é o filho do Superman, chamado ao século XXXI, que faz o papel de guia para o leitor.

Bom saber: é a única versão recente traduzida para o francês, e é portanto a que um leitor francófono encontrará primeiro se procurar numa livraria. Ela não narra, porém, o mesmo universo das seis anteriores.

O sétimo marco é a série de 2026. Contemos: quatro volumes até 1994, o quinto em 2004, o sexto em 2010, o sétimo em 2011, o oitavo em 2019, o nono em 2026. O número anunciado na introdução se verifica, portanto, sem precisar confiar em ninguém.

As edições que importam, e por que não são as que se imagina

Eis a hierarquia como a adotamos, limitando-nos às edições cujo alcance é demonstrável por uma primeira aparição ou por um fato editorial datado. Todo o resto é questão de gosto.

01

Adventure Comics #247

Abril de 1958 · Otto Binder e Al Plastino
Primeira aparição

Primeira aparição da Legião, e de seus três membros fundadores: Cosmic Boy, Saturn Girl e Lightning Boy, este último rebatizado Lightning Lad quando a equipe volta em Adventure Comics #267 (dezembro de 1959). Uma história isolada, que não previa continuação.

Bom saber: esta edição pertence à Era de Prata, com tudo o que isso implica em conservação. Nossa ficha dedicada detalha o perfil dela: Adventure Comics #247. Para situar o período, veja nosso guia sobre as eras dos quadrinhos.
02

Action Comics #276

Maio de 1961
O mais denso do título

Um único gibi contém as primeiras aparições de Brainiac 5, Phantom Girl, Triplicate Girl, Sun Boy, Shrinking Violet e Bouncing Boy. Seis membros de uma vez, entre eles o mais famoso de todos depois dos fundadores.

Bom saber: é a edição mais subestimada do corpus, e o raciocínio é aritmético. Um gibi com seis primeiras aparições interessa a seis públicos diferentes, entre eles o da inteligência artificial verde de quem Brainiac 5 é descendente: veja nosso hub Brainiac.
03

Adventure Comics #346

Julho de 1966 · primeira história de Jim Shooter
Três membros e um autor

Primeiras aparições de Karate Kid, Princess Projectra e Ferro Lad. E primeira história publicada de Jim Shooter, que tinha quatorze anos e que viria a se tornar, anos depois, editor-chefe de outra editora.

Bom saber: esta edição acumula dois motivos de interesse independentes, os personagens de um lado, o início de uma carreira do outro. As edições que carregam duas justificativas distintas se sustentam melhor no tempo do que as que carregam só uma.
04

Adventure Comics #352 e #369

Janeiro de 1967 e junho de 1968
Os adversários

O #352 contém a primeira aparição do grupo adversário recorrente da equipe, criado por Jim Shooter. O #369, a de seu principal adversário mágico, Mordru, criado por Shooter e Curt Swan.

Bom saber: essas duas edições são as únicas primeiras aparições de adversários da Legião que foram reaproveitadas fora do título por décadas. Uma galeria de vilões reutilizável é o sinal mais confiável de que um título produziu algo duradouro.
05

Superboy #197

Agosto de 1973
O título compartilhado

Edição em que a série Superboy se torna Superboy starring the Legion of Super-Heroes. Primeira vez em quinze anos que o nome da equipe aparece numa capa como título principal.

Bom saber: um marco editorial, não uma primeira aparição. Não se deve, portanto, esperar dele o mesmo comportamento de mercado. Indicamos porque é a edição que um colecionador procura sem saber quando quer «o primeiro número da Legião» e recusa o preço de 1958.
06

Legion of Super-Heroes volume 2 #290 a #294

De agosto a dezembro de 1982 · Paul Levitz, Keith Giffen, Larry Mahlstedt
A história de referência

Cinco edições que constituem a história mais citada de toda a trajetória do título, com desdobramentos no #287 e em duas edições anuais. Roteiro de Paul Levitz, desenho de Keith Giffen, arte-final de Larry Mahlstedt.

Bom saber: esses cinco gibis de 1982 continuam acessíveis porque são posteriores ao pico de tiragem e porque nenhuma primeira aparição importante figura neles. É a maneira mais barata de possuir o melhor desse título na versão original.

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Os membros mais procurados, e a edição onde encontrá-los

Este é o ponto em que a Legião se distingue de todas as outras equipes, e em que uma tabela vale mais do que um parágrafo. As primeiras aparições dos legionários estão distribuídas por três séries, nenhuma das quais leva o nome da equipe.

Duas observações práticas saem dessa lista, e valem dinheiro.

A primeira diz respeito a uma armadilha de busca que vemos se repetir. Adventure Comics #267 e Action Comics #267 existem os dois, têm o mesmo número, datam os dois do mesmo período e contêm os dois um marco da Legião: o retorno da equipe num caso, as primeiras aparições de Chameleon Boy, Colossal Boy e Invisible Kid no outro, com data de agosto de 1960. Confundir as duas séries é o erro mais frequente neste título, e um vendedor de boa-fé pode cometê-lo tanto quanto um comprador.

A segunda diz respeito a uma ausente notável. Supergirl entra na Legião, mas sua primeira aparição não pertence ao corpus do título: está em Action Comics #252, com data de maio de 1959, uma edição cuja demanda é sustentada pela personagem e não pela equipe. Dedicamos a ela uma ficha à parte: Action Comics #252. A distinção importa, porque uma edição cujo valor vem de outro lugar não reagirá às notícias da Legião.

Por onde entrar, segundo o que se procura de fato

A pergunta «por onde começar» recobre, na verdade, três pedidos diferentes, que não têm a mesma resposta. Aqui estão os três, na ordem em que os recomendamos.

1

Para entender a equipe numa única compra

A história de 2008 e 2009 que faz três encarnações da Legião se encontrarem foi escrita exatamente para isso: tornar compreensível a sobreposição das continuidades a quem não as conhece. Supõe familiaridade com o resto do universo da editora, mas nenhuma com a Legião. É a porta mais eficaz e, de passagem, a única disponível em francês no catálogo ativo, voltamos a isso mais abaixo.

2

Para ler o melhor do título

As cinco edições de agosto a dezembro de 1982 do segundo volume. Leem-se como uma história autônoma, não exigem quase nenhum pré-requisito, e mostram o que a Legião sabe fazer e ninguém mais faz: mobilizar uns trinta personagens sem que o leitor perca o fio, porque a equipe é uma instituição antes de ser um grupo.

3

Para começar pelo começo, de verdade

As edições de Adventure Comics dos anos 1958 a 1969, tomadas em ordem. É uma abordagem de coleção, não de leitura: é preciso aceitar caçar gibis de mais de sessenta anos, dispersos numa série de cento e trinta edições, a maioria das quais contém apenas uma dúzia de páginas de Legião. Para ler, uma edição encadernada basta; para colecionar, é o único caminho.

4

Para acompanhar as novidades sem comprometer o orçamento

A série de 2026, edição a edição, desde já. Um número 1 recente é o objeto menos arriscado do catálogo: está disponível, não tem prêmio de raridade, e permite decidir na prática, ao cabo de seis edições, se a série justifica ser acompanhada. Detalhamos esse cálculo na última seção.

O que um colecionador francófono pode realmente obter

Esta é a seção que menos se encontra em outros lugares, e também a mais decepcionante. Melhor dizer com franqueza: o essencial do corpus da Legião não existe em francês.

O que existe no catálogo ativo da editora francesa se resume a um único volume, e felizmente é o certo. Intitulado Superman la Légion des super-héros (2006), publicado em 12 de setembro de 2025 numa coleção de reedições em brochura, tem 376 páginas e reúne a fase de Action Comics #858 a #864 de Geoff Johns e Gary Frank com a íntegra de Final Crisis: Legion of Three Worlds #1 a #5 de Johns e George Pérez, traduzidos por Thomas Davier. É exatamente a porta de entrada que recomendávamos no ponto 1, num único objeto novo e disponível.

O que existe mas se tornou raro se resume a três títulos publicados em 2020 e 2021. A editora francesa publicou, na mesma semana do fim de outubro de 2020, o primeiro tomo da série de 2019 e um volume dedicado à grande história de 1982. O segundo tomo da série de 2019 veio em 27 de agosto de 2021: 152 páginas, os números 7 a 12 da série, tradução de Laurent Queyssi. Em 2 de outubro de 2026, apenas a ficha desse segundo tomo ainda está acessível no site da editora; as do primeiro tomo e do volume de 1982 não estão mais. É o sinal habitual de esgotamento, e significa que esses dois volumes se encontram agora usados, em condições que nada têm a ver com o preço de livraria.

O que não existe, por fim, e é preciso saber antes de procurar: nenhuma edição francesa retoma a fase de Adventure Comics de 1958 a 1969. Nem os primórdios, nem a chegada gradual dos membros, nem as primeiras aparições listadas acima. Um leitor que queira esse período deve recorrer à versão original, em gibis ou em edições encadernadas.

A consequência prática é incômoda mas clara. Para a Legião, a coleção em francês e a coleção de referência são dois projetos separados, e um não leva ao outro. Detalhamos em outro lugar o que vale uma edição francesa diante de uma edição original: veja nossa comparação edição original ou reedição em francês.

A armadilha do nono número 1

Terminemos com a pergunta que o relançamento coloca diretamente, e que merece uma resposta nítida.

Um nono número 1 não é um evento de raridade, e não pode ser. Os oito anteriores existem, estão todos acessíveis, e nenhum dos sete últimos produziu valor significativo. A estatística é até contrária: o volume de 2011 durou vinte e três edições, o de 2019 durou doze. Comprar um número 1 da Legião apostando em sua raridade futura equivale a apostar contra sessenta e oito anos de dados.

Em contrapartida, um número 1 recente tem outra utilidade, e é a que adotamos. É o único objeto deste corpus que custa o preço de um gibi novo e ao mesmo tempo dá acesso às novidades do título. Se a série se firmar, você terá seu ponto de partida sem tê-lo procurado; se parar na décima segunda edição como a anterior, você terá perdido o equivalente a um café por mês. A assimetria é favorável, desde que não se confunda essa compra com um investimento.

Para as edições históricas, o raciocínio é inverso e tranquilizador. O valor delas não depende de nenhuma adaptação, já que a Legião nunca teve um filme, e sua passagem pela televisão é tratada à parte em nossa comparação da série animada e dos quadrinhos. Um relançamento de série mensal não desloca a cotação de um gibi de 1958: ele mantém uma notoriedade, o que é muito mais lento e muito mais sólido. As duas outras equipes relançadas no mesmo dia, aliás, colocam a mesma pergunta em termos diferentes, e as tratamos em nossos guias dos Teen Titans e da Doom Patrol.

Uma última recomendação, própria deste título. Mantenha um registro escrito do que você possui, por série e por edição, antes de comprar qualquer coisa antiga. Num corpus em que seis continuidades se sobrepõem, em que uma série muda duas vezes de nome e em que dois títulos distintos levam o mesmo número 267, a impressão geral não basta. É justamente o que nossa ferramenta de acompanhamento da coleção serve para produzir, e é com a Legião que ela demonstra melhor sua utilidade.

Perguntas frequentes

O número 1 foi lançado em 2 de setembro de 2026, sob o selo DC Next Level, com Joshua Williamson no roteiro e Hayden Sherman no desenho. A editora havia anunciado a série em junho de 2026 e datado sua leva de lançamentos em setembro de 2026. Hayden Sherman é, aliás, o desenhista de Absolute Wonder Woman desde 23 de outubro de 2024. Em contrapartida, a composição exata do elenco e a duração prevista da série não foram publicadas de forma verificável na data deste artigo.
Adventure Comics #247, com data de abril de 1958, por Otto Binder e Al Plastino. A história apresenta três membros: Cosmic Boy, Saturn Girl e Lightning Boy, este último rebatizado Lightning Lad quando a equipe volta em Adventure Comics #267, em dezembro de 1959. Era originalmente uma história isolada, sem continuação prevista: a equipe se tornou uma instituição por acúmulo, ao sabor dos pedidos dos leitores e das adições da editora.
Nove volumes levaram esse título. Quatro antes de 1994, depois um em 2004, um em 2010, um em 2011, um em 2019 e o de 2026. Atenção: a numeração nem sempre recomeça do 1. Em janeiro de 1980, o título retoma o número 259 da série Superboy, da qual toma a sequência, e em outubro de 1994 a nova continuidade começa no 0 na numeração do volume anterior. É a principal fonte de confusão na compra.
Action Comics #276, com data de maio de 1961. Esse gibi contém também as primeiras aparições de Phantom Girl, Triplicate Girl, Sun Boy, Shrinking Violet e Bouncing Boy, ou seja, seis membros numa única edição. É o gibi mais denso do corpus e o mais subestimado, porque não leva o nome da equipe na capa e um comprador que procura «Legion» nunca o encontra.
Pela história de 2008 e 2009 que reúne três encarnações da equipe, escrita por Geoff Johns e desenhada por George Pérez. Foi concebida para explicar a sobreposição das continuidades a leitores que não a conhecem. Está disponível em francês num volume publicado em 12 de setembro de 2025, que lhe acrescenta a fase de Action Comics de Johns e Gary Frank. Na falta dele, as cinco edições de agosto a dezembro de 1982 do segundo volume se leem de forma autônoma.
Muito pouco, e é preciso saber antes de procurar. Apenas um volume está no catálogo ativo da editora francesa: a reedição em brochura de setembro de 2025 que reúne a fase de Action Comics de Geoff Johns e Gary Frank com Final Crisis: Legion of Three Worlds. Os dois volumes da série de 2019 e o volume dedicado à grande história de 1982 saíram em 2020 e 2021, mas só algumas fichas continuam acessíveis, e os demais passaram ao mercado de usados. Nada da fase de Adventure Comics de 1958 a 1969 foi traduzido.
Não, e a razão é estatística. É o nono número 1 desse título, os oito anteriores estão todos acessíveis, e nenhuma das versões recentes produziu valor notável: a de 2011 durou vinte e três edições, a de 2019 durou doze. Um número 1 de relançamento não tem prêmio de raridade. Tem, em compensação, uma utilidade real pelo preço do gibi novo: acessar as novidades do título e decidir na prática, depois de algumas edições, se merece ser acompanhado.
Porque as duas séries existem, as duas edições levam o mesmo número, datam do mesmo período e contêm ambas um marco da Legião. Adventure Comics #267, de dezembro de 1959, é o retorno da equipe depois da história isolada de 1958. Action Comics #267, de agosto de 1960, contém as primeiras aparições de Chameleon Boy, Colossal Boy e Invisible Kid. É o erro de descrição mais frequente nesse título, e é cometido de boa-fé dos dois lados de uma transação.
Aviso sobre marcas: Legion of Super-Heroes, os nomes dos legionários e os títulos de séries mencionados são marcas registradas de seus respectivos editores. CGC é uma marca registrada da Certified Guaranty Company. My Comics Collection não é afiliada a nenhuma editora de quadrinhos. As referências são feitas para fins puramente informativos e descritivos. As datas e os créditos citados foram verificados em 2 de outubro de 2026 junto a fontes públicas e aos catálogos das editoras; nenhum valor de cotação é apresentado, por falta de levantamento de vendas verificável no período.